Realizado ontem, o leilão A-5, de energia a ser entregue a partir de 2018, negociou ofertas de 19 projetos de novas usinas, num volume de R$ 20,6 bilhões. O leilão viabilizou 1.265,5 megawatt (MW). No fim do dia, a Alupar, que havia arrematado a hidrelétrica Sinop (400 MW) em consórcio com empresas do grupo Eletrobras (Chesf e Eletronorte), anunciou que desistiu do projeto, o maior do leilão.
A Alupar informou, logo após o fim da oferta, que em 19 de agosto manifestou sua vontade de não mais participar do leilão, mediante a assinatura de Termo de Retirada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse que o consórcio chegou fazer a inscrição para participar do leilão e a realizar o aporte de garantias de R$ 17,7 milhões. A Sinop vendeu energia a R$ 109,4 por megawatt-hora (MWh), um deságio de 7,3% ante o preço máximo inicial de R$ 118 por MWh.
O leilão viabilizou energia de novas usinas hidrelétricas, a biomassa e a cavaco de madeira, mas sem a oferta das térmicas de carvão. Fontes do setor já haviam informado na véspera que as três térmicas estavam reticentes quanto à possibilidade de vender energia, diante do preço máximo estabelecido, considerado baixo pelos empreendedores. O leilão marcou a volta das pequenas centrais hidrelétricas e das térmicas a biomassa. (O Globo)