
A Shell contratará serviço de descomissionamento de toda a parte subsea do projeto de Bijupirá-Salema, na Bacia de Campos. O negócio envolverá uma das últimas grandes contratações do plano de descomissionamento dos dois campos.
A petroleira lançou bid para contratação do serviço, marcando a entrega de propostas para meados de dezembro. A operação envolverá o descomissionamento de ancoragem, flowlines, umbilicais e linhas.
A operação de Bijupirá-Salema marcará o primeiro descomissionamento total de um projeto no Brasil. As campanhas de descomissionamento feitas pela Petrobras até o momento adotavam o modelo parcial, utilizando almoxarifados submarinos.
O prazo de execução do contrato de descomissionamento do subsea de Bijupirá-Salema é de cerca de 180 dias. O escopo do trabalho prevê que o início e a conclusão da campanha sejam realizados ao longo de 2023.
Localizado em lâmina d’água de cerca de 800 m, o projeto de Bjupirá-Salema conta com o FPSO Fluminense. O ativo entrou em operação em 1993, ainda sob a tutela da Petrobras, mas desde dezembro de 2021 teve sua produção paralisada.
A Shell pretende fechar a contratação do serviço até o carnaval. O cronograma projetado pela petroleira poderá esbarrar na escassez de AHTS no mundo.
Devido ao crescimento da demanda, a maior parte de barcos desse tipo está contratada, havendo poucos AHTSs disponíveis no mercado. O problema vem afetando o mercado como um todo, tanto no exterior quanto no Brasil.
O aquecimento do mercado é provocado pelo grande número de operações de interligação de novos FPSOs e de operações de descomissionamento e já começa a impactar também o mercado de PLSVs. No Brasil, por exemplo, a Petrobras tem programada a instalação de quatro novas unidades de produção em 2024, além do megaprojeto de descomissionamento de Marlim, que está em curso.
Outras campanhas
Em novembro, a Shell contratou a Helix Energy Solutions para fazer o descomissionamento dos poços de Bijupirá-Salema. A campanha contratada envolverá serviços de plug e abandono de poços, incluindo o fornecimento da embarcação.
O trabalho da Helix Energy Solutions será iniciado em 2024.
Antes de fechar negócios com a Helix Energy Solutions. a Shell já havia contratado a Maersk Supply Service para executar uma campanha de gestão do sistema de ancoragem do FPSO Fluminense. Ao invés de trocar o sistema de ancoragem da unidade de produção antes de concluir a operação de descomissionamento do projeto, a Shell optou por elaborar campanhas de manutenção e remediação no sistema.
O contrato entre a Shell e a Maersk foi firmado em agosto.
O projeto de Bijupirá-Salema é operado pela Shell, que detém 80% de participação no ao lado da Petrobras, com os outros 20%.
Fonte: Revista Brasil Energia