A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, para cerca de cinco mil trabalhadores, que o desenvolvimento da área de libra, no pré-sal na Bacia de Santos, vai exigir de 15 a 17 novas plataformas. Dilma visitou o Estaleiro Inhaúma, no Caju, no Rio, onde estão sendo feitas as obras de conversão do casco da plataforma P-74, que será a primeira unidade de produção na área de cessão onerosa, também no pré- sal na Bacia de Santos, onde a Petrobras fará a exploração sozinha. O leilão de Libra acontecerá em 21 de outubro.
— Não vamos parar neste campo de Libra. Portanto, vocês podem ter certeza que, se há uma área deste país em que há oportunidade de emprego e de investimento para as empresas, esta área é o setor de petróleo e gás — disse.
A presidente destacou ainda que os recursos arrecadados com a produção de petróleo e gás serão destinados à educação, que é o maior patrimônio de um povo Dilma enfatizou a importância de o governo incentivar a construção no país de equipamentos para o setor petrolífero. Isso, segundo ela, já permitiu a recuperação do setor naval, que emprega hoje 70 mil trabalhadores.
Na visita, Dilma foi acompanhada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, pelo governador Sérgio Cabral, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes — os dois últimos vaiados quando a presidente os citou.
— Eu vou pedir para vocês que a gente tenha um
comportamento civilizado e educado aqui — pediu Dilma.
Após o evento, Graça Foster descartou qualquer reajuste de preços da gasolina e do diesel no curto prazo. (O Globo)