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Clippings - 18/09/13

Libra tem 11 interessados e pode render R$ 900 bilhões

A diretora geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, estimou ontem que, em 30 anos, o campo de Libra pode oferecer retomo de ao menos R$ 900 bilhões, sendo R$ 300 bilhões em royalties e R$ 600 bilhões em participação de óleo (parte da receita dividida com o governo) para a União. O prazo para participar do leilão da primeira área do pré-sal a ser oferecida pelo governo sob o novo regime de partilha, marcado para 21 de outubro, acaba hoje.

Segundo a diretora, até a tarde de ontem, 11 empresas haviam pago taxas — a inscrição custa R$ 2 milhões — e oficializado interesse.

Mas, ao todo, 18 empresas compraram pacotes de dados sobre a área, a maior já ofertada no mundo, com 500 quilômetros quadrados e reservas estimadas entre oito bilhões el2 bilhões de barris.

— No nosso caso base, que não vamos divulgar, teríamos um número da ordem de R$ 900 bilhões em 30 anos. Isso é dinheiro para ninguém colocar defeito — disse Magda, qíie lembrou que também haverá recursos devidos ao recolhimento de Imposto de Renda.

Em seminário técnico sobre o leilão realizado ontem no Rio, participaram cerca de 300 executivos, entre representantes de escritórios de advocacia e de petroleiras, num sinal do forte interesse das empresas por Libra.

Entre os presentes, estavam representantes das americanas Chevron e Exxon, a anglo-holandesa Shell, a britânica BP, a francesa Total, a norueguesa Statoil, a dinamarquesa Maersk, a colombiana Ecopetrol, a espanhola Repsol, a malaia Petronas, a indiana ONGC, a japonesa In-pex e a chinesa CNO-OC, além das brasileiras Petrobras e HRT.

Durante audiência pública da CPI da espionagem no Senado, a diretora geral da ANP descartou o risco de o leilão ser prejudicado pela denúncia
invasão dos arquivos da Petro-bras pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA.

— Não vemos razão para postergar. Garantido o acesso aos dados da forma mais conveniente, garantida a igualdade de oportunidades para diversos agentes econômicos, sob o nosso ponto de vista, o leilão tem toda condição de seguir em frente — afirmou. — Além disso, as empresas associadas ao banco (de dados de exploração e produção de petróleo) já têm dados dessas áreas desde 2010, porque a ANP não trabalha para licitações com dado confidencial.

A diretora informou que o banco de dados tem 13 anos de existência e 44 empresas associadas. E ressaltou que qualquer pessoa física residente no país e qualquer empresa constituída sob as leis brasileiras pode comprar as informações. Ela afastou a possibilidade de espionagem no banco de dados, pois ele não é conectado à internet.

Para roubar essas informações, preciso de um espião paranormal – disse.

No leilão de Libra, a empresa ou consórcio que oferecer a maior parcela de receita líquida a ser dividida com o governo (o chamado excedente em óleo) ganhará a disputa. Pelas regras do edital, a participação mínima do governo no excedente em óleo será de 41,5%. Não está previsto pelas regras o ressarcimento do bônus de assinatura, fixado em R$ 15 bilhões. (O Globo)