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Clippings - 12/06/14

Libra Terminais Santos garante recorde de embarque no navio MOL Garland

A Libra Terminais Santos garantiu um novo recorde na segunda-feira (9). Desta vez, na operação de embarque de contêineres, no navio MOL Garland, registrando 103,9 movimentos por hora (MPH). Na operação, foram embarcados 907 contêineres do navio de bandeira de Portugal, que tem 275 metros de comprimento e 40m de boca.

A nova marca interna é motivo de comemoração e para o diretor geral da Libra Terminais Santos, Roberto Teller, este é um passo importante para a consolidação da execução precisa e da consistência dos serviços. Ele explicou que diante da acirrada concorrência no Porto e da necessidade de se destacar e diferenciar em relação ao mercado, a empresa criou uma nova estrutura, ganhando a diretoria operacional, com Marcos Medeiros, e a diretoria comercial de armazenagem, com Leandro Oliveira.

“Nos preparamos para garantir a entrega de uma execução precisa. Que é entregar ao cliente exatamente aquilo que ele contratou. E é exatamente o que fazemos hoje”, comentou Teller.

Segundo Marcos Medeiros, entre as novas medidas, está o detalhamento da operação de cada terno de cada navio pela diretoria de operações. “Primeiro, nos preocupamos com a produtividade do navio, com todos os ternos que comportava. E agora temos o planejamento específico por terno”, informou Marcos Medeiros, explicando que a partir das dificuldades encontradas no caminho, são feitas as correções para o próximo planejamento e criadas as contingências.

“A Libra não ficou estagnada. Se preparou nesses últimos três anos para essa mudança de cenário. Antes, a oferta de espaço no Porto de Santos era menor ou igual à demanda máxima de contêineres que ele podia absorver. A partir dos novos concorrentes, o porto praticamente dobrou a oferta de espaço e se a oferta é maior do que a demanda, é necessário ser melhor estruturado, mais enxuto, mais eficiente, ser diferenciado”, reconheceu Teller.

O diretor geral da Libra Terminais Santos também reforçou o processo de avaliação feito a cada operação. “Primeiro, aprendemos a planejar. Depois, aprendemos a comparar o que planejou com o que executou. E a ideia é tentar transformar o que você planeja, sempre idêntico ao que você executa. Quanto menos variação, menos erro. Significa mais domínio do processo e, obviamente, mais eficácia”, explicou. “Estamos, cada vez mais, atingindo o sentido pleno do termo excelência, reduzindo os impactos das inúmeras variáveis”, complementou.

O diretor de engenharia e excelência operacional do Grupo Libra, João Pedro Gava Rotta, ressaltou que houve uma mudança de ritual, envolvendo as pessoas certas, com as funções certas, fazendo as coisas certas. “A gente não está aqui para mudar a cultura, mas fazer com que a cultura mude. O objetivo é cada vez mais fazer uma coisa melhor de uma maneira mais simples. Mudar a cultura é consequência”, argumentou.

“Operar um terminal é um jogo de sincronicidade. Tem de fluir. Cada centímetro quadrado é ouro, mas o fluxo é oxigênio”, acrescentou Rotta, lembrando que nesse planejamento, foram visitados os cinco maiores portos do Mundo – Hamburgo, Rotterdam, Hong Kong, Cingapura e Shangai. “Em Santos, temos um complexo layout no porto, mas o melhor resultado, porque estamos sabendo ocupar cada um daqueles espaços, planejar”, avaliou o diretor, afirmando que o planejamento simplifica o trabalho e gera mais confiança na equipe.