Com os estudos avançados, a Fatma decide até o fim deste mês se vai conceder ou não a licença ambiental de instalação (LAI) para os empreendedores iniciarem a construção do estaleiro da CMO, em São Francisco do Sul.
É muito provável que o documento seja entregue. A dúvida se relaciona a uma questão técnico-jurídica:
se o empreendimento está ou não parcialmente em área urbana do município. A prevalecer este entendimento, essa questão específica exigiria o encaminhamento do processo para o Ibama analisar. Caso contrário, o órgão ambiental do governo
do Estado está pronto para dar o aval para iniciar a obra.
A CMO Construção e Montagem Offshore, uma empresa que faz parte do Grupo Construcap, de São Paulo, em parceria com a americana McDermott, vai investir R$ 650 milhões na construção do estaleiro no fim da Estrada Geral da Ribeira. O local é uma área de reflorestamento, ao lado de uma comunidade que não tem mais do que 20 casas, a maioria delas de pescadores.
A área tem 9 milhões de metros quadrados (m2), dos quais 500 mil m² serão usados para a unidade. A CMO vai produzir floating production storage and offloading (FPSOs) ou, em português, unidade flutuante de armazenamento e transferência; e
floating production unit (FPUs), ou unidade flutuante de produção.