A Prio tem planos de perfurar oito poços no campo em 2027. A sonda responsável será a Hunter Queen, que ainda precisa terminar trabalhos em Wahoo e Frade

A licença de área para a perfuração em Albacora Leste (Bacia de Campos) deverá sair no início de 2027, estimou o COO da Prio, Francilmar Fernandes, em reunião de resultados trimestrais nesta quarta-feira (5).
A companhia tem o plano de perfurar 8 poços em 2027 no campo. A sonda que será responsável pela atividade é a Hunter Queen.
Contudo, a sonda precisará terminar alguns trabalhos em Wahoo e em Frade.
Atualmente, a Prio finalizou a perfuração do segundo poço de Wahoo e está na fase de completação. Segundo o CEO, Roberto Monteiro, estão se preparando para perfurar os dois poços produtores restantes.
A expectativa é finalizar as perfurações em março de 2026. O primeiro óleo do campo está previsto entre março e abril do ano que vem.
A Hunter Queen continuará em Wahoo até agosto ou outubro de 2026 para a perfuração dos poços injetores. Já no 4T26 a sonda está prevista para se deslocar para o campo de Frade, que tem em seu plano a perfuração de três a quatro poços firmes. Por fim, em 2027, a sonda irá para Albacora Leste.
Wahoo
Sobre Wahoo, o CSV Amazon, da McDermott, chegou ao Brasil em 27 de outubro. Agora, passará pela inspeção do Ibama para enfim ir ao campo e realizar o lançamento das linhas do sistema de produção – antes estava previsto para chegar em setembro.
A Prio recebeu a Licença de Instalação do Sistema de Desenvolvimento da Produção do campo de Wahoo e a interligação dos poços ao FPSO Valente, no campo de Frade, em setembro.
O desenvolvimento de Wahoo tem custo total de US$ 870 milhões e já foram gastos US$ 670 milhões.
“O grosso já foi de investimentos. Eu diria que vai ser quase que dividido pelo número de meses. O esforço que faremos agora vai ser mais ou menos constante, tanto do lançamento da linha quanto da perfuração. Uma boa conta seria pegar esses US$ 200 milhões que faltam e consumir US$ 100 milhões nesse tri e US$ 100 milhões no próximo tri”, estimou Roberto Monteiro.
Peregrino
Monteiro afirmou que todas as autorizações já foram dadas sobre o campo de Peregrino. “Do âmbito de legislação está tudo atendido”, disse ele.
Em pergunta feita sobre um possível reembolso da Equinor para a Prio, referente ao tempo em que o FPSO Peregrino ficou parado, o CEO informou estar em conversa com a companhia norueguesa sobre o assunto.
“Grande parte disso diz respeito exatamente a esse ajuste, qual vai ser o tratamento desse tempo parado”, respondeu ele, além de apontar que existe “boa vontade” dos dois lados de fazer o closing.
Sobre o closing, o limite contratual para que aconteça é no começo de fevereiro de 2026, mas Monteiro vê a possibilidade de acontecer ainda este ano. Desde agosto ele aponta as chances do closing acontecer ainda em 2025.
A ANP aprovou a aquisição de 40% da participação da Equinor pela Prio em setembro deste ano. Essa aprovação é uma das etapas para a aquisição da parcela de 60% no campo de Peregrino, tendo em vista que o acordo entre Prio e Equinor foi dividido em duas partes: uma para a aquisição da participação de 40% e da operação do campo, e outra para a aquisição da parcela restante (20%).
Se tudo for aprovado, o campo de Peregrino passará a ser detido e operado integralmente pela Prio, tendo em vista que a companhia adquiriu os 40% de participação da Sinochem no ano passado, em uma transação avaliada em US$ 1,915 milhão.
Fonte: Revista Brasil Energia