
O Ibama já emitiu 48 licenças para operações relacionadas à indústria de óleo e gás em 2022. Esse número representa um aumento de 55% em relação às emissões realizadas no mesmo período do ano passado. O tipo de licença mais emitida no ano de 2022 foram as de perfurações marítimas, que cresceram de apenas duas no primeiro semestre de 2021 para 15 neste ano.
Ainda em relação às licenças de perfuração marítima, a Shell e a Exxon foram as petroleiras mais beneficiadas com quatro licenças cada uma. A Petrobras vem em seguida com três licenças, enquanto a Total e a Equinor receberam duas nesse período. No ano passado, apenas a Exxon recebeu licenças de perfuração marítima.
Outro tipo de licença que apresentou crescimento considerável diz respeito aos de dutos terrestres para gasodutos e instalações de gás. Em 2022, foram emitidas seis licenças, quatro para a Petrobras (duas para o gasoduto Rota 3 e duas para UTGCA) e duas para a TAG (para o gasoduto GASFOR II).
O número de licenças para atividades de produção e escoamento se manteve igual ao do primeiro semestre do ano passado, com quatro. As licenças foram emitidas para a Petrobras (3) e Equinor (1).
As licenças de transferência passaram de uma para três. A Perenco obteve duas licenças para os campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, enquanto a Total recebeu uma para o campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Campos.

Em contrapartida, as licenças de pesquisa sísmicas caíram de 16 para 6. Neste ano, a Petrobras foi responsável por metade dessas licenças, ao passo que a outra metade ficou entre a CGG, Geoprocesados Eireli e Spectrum Geo.
Ao todo, as 48 licenças foram emitidas para 15 empresas. A Petrobras lidera o ranking com 19, enquanto o ranking é completado pela Shell e Exxon, com cinco e quatro, respectivamente. A Equinor, Perenco e Total obtiveram três licenças, enquanto a TAG e a Petro Rio Jaguar tiveram duas. As demais, Dommo, CGG, Raízen, Spectrum, Geoprocessados Eireli, SPE, receberam apenas uma.
Fonte: Revista Brasil Energia