O cronograma da campanha sísmica 4D da Petrobras, no campo de Lula, na Bacia de Santos, sofrerá atraso. As duas embarcações da CGG que farão o levantamento para a petroleiras, a Mumin (barco fonte) e a Hugin, estão parados desde meados de janeiro, na Baía de Guanabara, aguardando a liberação da licença ambiental do Ibama.
A expectativa original da Petrobras e da empresa sísmica era de que o mapeamento tivesse início em janeiro. A demora de quase dois meses na liberação da licença tem deixado as empresas de sísmica preocupadas.
De acordo com empresas especializadas, o custo em stand by de um barco sísmico de grande porte pode chegar a até US$ 100 mil/dia. Além da questão financeira, a demora na liberação da licença ambiental nos mapeamentos sísmicos offshore no Brasil impacta o planejamento dos projetos e insere o risco de imprevisibilidade.
Executada pela CGG, em parceria com a Seabed Geosolutions, joint venture formada pela empresa francesa e a Fugro, acampanha no campo de Lula será realizada com o auxílio de nodes, tecnologia que consiste na instalação de sensores no fundo do mar.
O mapeamento envolverá uma área de interesse de 111 km² e será executada em duas etapas distintas, uma para levantamento base e outra para monitoramento, sendo que ao todo serão instalados 1.024 sensores..
A primeira etapa do mapeamento deverá consumir cerca de sete meses e meio, tempo estimado para a coleta e processamento. O início da segunda etapa é projetado para ocorrer apenas no fim de 2016.