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Clippings - 02/03/16

Licitação de serviço pode enfrentar recursos

A Dratec Engenharia, que interrompeu as trabalhos de dragagem dos berços do Porto de Santos em dezembro do ano passado, foi habilitada par a continuar o serviço, agora com um novo contrato.

No entanto, três empresas que concorreram na licitação já manifestaram interesse em entrar com recursos, contestando a decisão.

Inicialmente, a Dratec apresentou a quarta melhor proposta de preço à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), no valor de R$ 24 milhões. A primeira colocada no certame foi a EEL Infraestruturas, que cobrou R$ 22,7 milhões pelo serviço.

No entanto, a Companhia Docas reservou apenas R$ 17 milhões do seu orçamento para a atividade. Com isso, foram iniciadas as negociações com as concorrentes. Novamente, a EEL Infraestruturas chegou mais perto do valor previsto pela estatal que administra o Porto de Santos. A firma propôs R$ 21,5 milhões pelo serviço. Contudo, foi inabilitada pela comissão de licitação.

A Dratec, então, reduziu sua proposta de preço para RS 203 milhões. Com isso, a firma foi habilitada por técnicos da Autoridade Portuária na última terça-feira. Como o preço ainda é superior ao estimado pela Docas, a contratação precisa ser autorizada pela diretoria executiva da estatal.

RECURSOS

A dragagem de berços está sendo licitada no formato de pregão eletrônico. Nele, a etapa de recursas só é iniciada após a fase de habilitação. Logo após este procedimento, três concorrentes manifestaram interesse na medida administrativa.

A Metropolitana quer atestai’ a documentação de habilitação, verificando se existe termo de constituição de consórcio devidamente formalizado. Isto porque a proposta comercial da Dratec prevê a formação de um consórcio e indica repartição de obrigações, que somente serão admitidas se a empresa mencionada também comprovar a sua habilitação. A DTA Engenharia faz o mesmo questionamento. “A parceria indica a subcontratação de parte significativa do escopo do contrato, o que não é permitido”, afirma a empresa.

Já a EEL Infraestruturas pretende questionar as etapas do pregão eletrônico. De acordo com a sócia-proprietária da empresa, Cláudia Carvalho, houve uma inversão de fases no processo. “No formato pregão eletrônico, primeiro é acertado o preço e depois a documentação de habilitação e técnica. Eu teria que ser escutada para baixar meu preço, antes da análise técnica. Esta é a minha visão”, destacou a executiva.

A Dratec Engenharia tem até amanhí paia apresentar seus apontamentos aos recursos. O prazo para a decisão da Companhia Docas vai até o próximo dia 9.

Docas

A Codesp foi questionada sobre as restrições operacionais dos berços e as informações dos terminais, mas, até o fechamento desta edição, não fez comentários.