A Statoil optou por aprimorar o projeto da terceira WHP que vai ser instalada no campo de Peregrino, na Bacia de Campos, e a demanda para a construção da unidade deve chegar ao mercado no primeiro semestre de 2016. O equipamento faz parte da segunda fase de desenvolvimento do campo, que produz cerca de 70 mil barris/dia de petróleo.
De acordo com o vice-presidente de Relações Institucionais da Statoil, Mauro Andrade, a empresa dedicou mais tempo à elaboração do FEED da WHP para elevar a eficiência do projeto, dada redução de patamar do preço internacional do Brent. O primeiro óleo da nova unidade de completação seca deve entrar no fim da década.
A estratégia de contratação da unidade ainda não está definida. A Statoil vai lançar uma concorrência internacional, mas ainda estuda se a configuração será no modelo de EPC ou EP+FC, que inclui a fabricação dos componentes.
Andrade acrescentou que “tipicamente” unidades desse tipo são contratadas em quatro pacotes: jaqueta, deque e os módulos de perfuração e de acomodação, mas isso também pode ser reformulado.
Peregrino é um campo de óleo pesado, que começou a produzir em 2011 e, em cerca de dois anos, atingiu um pico de 90 mil barris/dia de petróleo, processados por um FPSO com capacidade para 100 mil barris/dia, interligado a duas WHPs (Peregrino A e B).
Em linha com a reestruturação global do setor, Mauro Andrade acrescentou que a operação da Statoil no Brasil passa por um processo de renegociação com fornecedores que tem gerado uma redução de custos da ordem de 15% a 20%. “Também não podemos, no Brasil, apertar muito (as margens) dos fornecedores ao ponto de comprometer a oferta”, avaliou o executivo.
Mauro Andrade participou nest sexta-feira (14/8) de seminário promovido pelo Grupo de Economia de Energia (GEE) da UFRJ, no Rio de Janeiro.