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Clippings - 12/01/22

Linhas flexíveis especiais para seis projetos do pré-sal

Dutos flexíveis da NOV/ Divulgação

Petrobras irá adquirir até 291,9 km de linhas flexíveis especiais para os campos de Búzios, Tupi, Sapinhoá, Atapu, Berbigão e Sururu, localizados no cluster de Santos. A petroleira lançou licitação para o fornecimento do material, que terá de ser não suscetível ao fenômeno do SCC-CO2.

A licitação marcará a primeira aquisição de linhas deste tipo pela Petrobras. Cada empresa fornecedora apresentará sua própria solução desenvolvida internamente.

O objetivo da Petrobras é adquirir novas linhas para o pré-sal que tenham limite de vida útil compatível com o tempo de duração dos projetos de produção. A petroleira enfrentou problemas de desgaste nos dutos do cluster. 

As linhas requeridas na licitação precisarão ter pelo menos 20 anos de vida útil. Nas últimas concorrências, a Petrobras vinha solicitando dutos com 3,6 e 5,6 anos.  

O bid foi dividido em três lotes, com entrega de propostas marcada para 8 de abril. O mercado aposta, entretanto, que a data será postergada. A licitação será conduzida sob o modelo de menor preço e terá vantagem a empresa que apresentar o melhor cronograma de qualificação e entrega.

Como a solução técnica ainda terá que ser desenvolvida e qualificada junto à Petrobras, a projeção do mercado é que o fornecimento das linhas do primeiro lote não ocorra antes de 2023.

Os contratos de cada lote serão excludentes, tendo que ser assinados por grupos diferentes. NOV, TechnipFMC e Baker são vistas como as empresas favoritas.

Cada lote da licitação terá cerca de 97 km de linhas flexíveis. As empresas deverão fabricar os novos dutos no Brasil.

O bid busca solucionar o problema de flexíveis do gas injection riser e das linhas de produção com alta concentração de CO2. Atualmente, quando o projeto possui grande concentração de CO2, a Petrobras utiliza linhas rígidas para gas injection. enquanto as linhas de serviço são feitas com flexíveis. Após ter a solução definitiva qualificada e aprovada, a petroleira voltará a contratar linhas flexíveis para esses sistemas.

Fonte: Revista Brasil Energia