O novo plano de negócios da Petrobras (2015-2019) deixou de fora os projetos offshore que previam a utilização de linhas rígidas: Sergipe Alagoas Águas Profundas I e II, Sul do Parque das Baleias, Carcará e Júpiter.
A petroleira já teria definido que o Piloto de Libra, em 2020, utilizará flexíveis. Outros oito projetos – Lapa (Carioca), Iracema Norte, Lula Alto, Lula Central, Lula Sul, Lula Norte, Lula Extremo Sul, Sul de Lula, Atapu Sul, Atapu Norte/Piloto de Sururu, Berbigão/Sururu e Búzios (1 a 4) – deverão seguir o mesmo caminho.
Restaria, para os fabricantes de linhas rígidas, disputar contratos nos projetos de Búzios 5 e Sépia. Os FPSOs de Tartaruga Verde e do TLD de LIbra, já contratados, produzirão por meio de risers flexíveis.
Sistema de dutos de Sapinhoá Norte ( EIA/RIMA Petrobras )
Entre os principais fornecedores de tubos rígidos estão a italiana Saipem, as francesas Vallourec e Technip – que também produz linhas flexíveis – e a norueguesa Subsea 7.
Procurada pela Brasil Energia Petróleo, a Petrobras recusou-se a informar o planejamento de contratação de linhas flexíveis e rígidas até 2019.
Flexíveis
Dentre os projetos que previam o uso de linhas flexíveis, nenhum foi cancelado; houve apenas postergações, casos de Lula Sul e Lula Norte.
Em seu último plano de negócios, a Petrobras previa uma demanda cerca de 4.490 km de linhas flexíveis. No ano passado, a estatal lançou uma licitação para contratar 680 km de tubos para projetos de pré-sal e pós-sal com primeiro óleo previsto para 2017. A concorrência, contudo, ainda não teve um desfecho.
Além da Technip, que possui fábricas em Vitória (ES) e no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), produzem linhas flexíveis no Brasil a GE Wellstream, em Niterói (RJ), NOV Flexibles, no Porto do Açu, e Prysmian, em Vila Velha (ES).