Em uma estimativa da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Abremar) os três portos do litoral paulista com escalas de cruzeiros – Santos, Ilhabela e Ubatuba – receberão 85,5% dos hóspedes na temporada 2013/2014. Entre as três, a cidade que mais receberá hóspedes é Santos, com 319.006 turistas.
Essa quantidade de visitas às cidades do litoral paulista acaba afetando outros estados do país, como Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. De acordo com o presidente da Clia Abremar, Ricardo Amaral, a interferência vai desde o número de escalas até a economia local. “Todavia, essa diminuição de escalas acaba demonstrando às localidades a necessidade de diminuição de custos operacionais e melhorias em infraestrutura”, comenta Amaral.
Custos operacionais e melhorias na infraestrutura são dois dos pontos que explicam porque o litoral de São Paulo se destaca na temporada. Amaral cita Ilhabela como um destino que tem se mostrado parceiro dos cruzeiros, através de ações da administração municipal. “Ilhabela foi inclusive um destino onde a Abremar fez capacitação com o receptivo local, com muito sucesso”, revela. Outro motivo de destaque na região é a busca por novos destinos, um segmento crescente. “Novas localidades, antes pouco exploradas, começam a ganhar um maior número de escalas na temporada”.
Procura por novos destinos é tendência
No caso da região, Ubatuba apresenta essa característica. “Ubatuba, com iniciativas como a isenção da taxa portuária para utilização do pier, e a proximidade de portos de embarque (Santos e Rio) torna-se uma opção interessante com suas belas praias”, destaca Amaral. Mas não é só no litoral de São Paulo que os novos destinos chamam atenção. Na Bahia, Ilhéus se destaca por oferecer uma opção diferente de Salvador. A cidade permite escalas tanto na ida quanto na volta da capital, com acesso a belas praias, que segundo Amaral é o “passeio preferido do brasileiro”.
Apesar das atrações, Ilhéus pode passar por redução de procura na próxima temporada devido ao aumento de taxas como a de praticagem (serviço de auxílio para navegação), o que também ocorreu em Ilhabela. “Corre risco de redução em temporadas seguintes devido ao preço de praticagem e a falta de infraestrutura adequada para cruzeiros”, alerta.