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Clippings - 19/06/17

Liza pode começar a produzir na mesmo época que o sistema definitivo de Libra

A descoberta de Liza, realizada em águas profundas na Guiana pela ExxonMobil, começará a produzir em 2020, mesmo ano em que está previsto o primeiro óleo do sistema definitivo de Libra, projeto operado pela Petrobras em águas profundas na Bacia de Santos. Liza está em lâmina d’água de 1.500 m a 1.900 m e foi a maior descoberta feita pela companhia americana na última década.

A Exxon aprovou o desenvolvimento de Liza nesta sexta (16/6), apenas dois anos após o anúncio da descoberta. A petroleira pretende instalar um FPSO na área com capacidade para produzir 120 mil barris/dia, conectado a 17 poços, dos quais oito serão produtores, seis injetores de água e três injetores de gás. A SBM Offshore será responsável pela construção e operação da unidade de produção. Ao todo, a petroleira se prepara para investir US$ 4,4 bilhões no desenvolvimento, dos quais US$ 1,2 bilhão irão para o FPSO. Nesta primeira fase de desenvolvimento, a previsão é produzir 450 milhões de barris de óleo.

Já o FPSO Piloto de Libra entrará em produção 13 anos após a descoberta da área, com capacidade para produzir 180 mil b/d, também conectado a 17 poços. O custo da plataforma está estimado em cerca de US$ 1,5 bilhão. A área entrará em produção no mês que vem, por meio de um teste de longa duração, feito pelo FPSO Pioneiro de Libra.

“Estamos animados com o tremendo potencial de Liza e por acelerar o início da produção por meio de um desenvolvimento dividido em fases, em meio a um ambiente de baixos custos”, afirmou Liam Mallon, presidente de Desenvolvimento da Exxon.

A companhia anunciou que os resultados do quarto poço perfurado na área indicaram mais de 60 m de reservatório, que podem contribuir para uma segunda fase de desenvolvimento.

Ao todo, o bloco Stabroek, onde está localizada a descoberta, tem de 2 bilhões a 2,5 bilhões de boe em recursos recuperáveis e conta também com descobertas de Payara e Snoek.

A área receberá um novo poço exploratório ainda este mês, com o objetivo de testar o prospecto de Payara. O bloco é operado pela Exxon com 45% de participação, em parceria com a Hess (30%) e CNOOC (25%).