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Clippings - 20/12/13

LLX Minas-Rio receberá US$ 95 mi da Anglo em 2014

A LLX Minas-Rio, joint venture de logística portuária entre a Prumo Logística Global (ex-LLX) e a Anglo American, espera receber sua primeira receita em julho de 2014. É nesta data que entra em vigor o contrato de uso do terminal no Porto do Açu para o embarque de minério de ferro da própria Anglo American, apesar de a mineradora americana prever o primeiro embarque apenas no fim do ano que vem.

O contrato, de take or pay, em que a mineradora se compromete a pagar mesmo que não utilize a unidade para o escoamento do minério de ferro, prevê uma movimentação de 26,5 milhões de toneladas/ano, a uma tarifa de US$ 7,1 por tonelada. Pelos cálculos da Prumo, o contrato vai gerar uma receita anual à LLX Minas-Rio de US$ 190 milhões. Considerando que o gatilho será acionado em julho, a receita prevista do contrato para 2014 é da ordem de US$ 95 milhões.

De acordo com a Anglo American, o Projeto Minas-Rio, que engloba uma mina de minério de ferro e uma unidade de beneficiamento em Minas Gerais, um mineroduto 525 quilômetros de extensão e o terminal no Porto do Açu, em parceria com a Prumo, está com 82% de avanço físico geral. O investimento total no projeto é de US$ 8,8 bilhões.

A Anglo American também deve consolidar no primeiro trimestre de 2014 o aumento de participação, de 49% para 50%, na LLX Minas-Rio. A operação, aprovada nesta semana pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), prevê um aumento de capital na empresa que será subscrito pela mineradora com a injeção de recursos.

Era uma mudança prevista [em contrato], se houvesse uma movimentação de troca de controle na S.A. [LLX], disse o presidente interino e diretor de relações com investidores da Prumo, Eugênio Figueiredo, lembrando a aquisição do controle da companhia pela gestora de recursos americana EIG. A Prumo tem 51% da LLX Minas-Rio.

Em reunião com analistas e investidores ontem, o executivo disse que os detalhes do acordo com a OSX – empresa de estaleiros controlada por Eike Batista e que está em recuperação judicial – para a redução do uso da área alugada no Porto do Açu serão definidos no plano de recuperação em elaboração pela companhia. Ele contou que a OSX possui algumas parcelas em atraso com a Prumo anteriores ao pedido de recuperação judicial.