A Cosan relatou um lucro líquido de R$ 281,6 milhões no segundo trimestre do ano, um aumento de 13,2% ante o valor contabilizado no trimestre anterior, R$ 248,7 milhões, e mais de 17 vezes superior aos R$ 16,4 milhões de igual perãodo de 2015.
DE RIBEIRão PRETO
O resultado considera a consolidação de 50% dos resultados da Raízen Combustíveis e da Raízen Energia, empresas que controla.
Principal grupo sucroalcooleiro do País, a Cosan também é a principal acionista da Rumo ALL, que opera terminais de açúcar no Porto de Santos e explora o transporte ferroviário do complexo marítimo.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou R$ 1,289 bilhão, alta de 56,5% na comparação com os R$ 823,8 milhões de Ebitda do segundo trimestre do ano passado. Sobre R$ 1,531 bilhão de Ebitda do primeiro trimestre de 2016, houve recuo de 15,8%.
Já o Ebitda ajustado, que exclui os efeitos pontuais incorridos no segundo trimestre deste ano, ficou em R$ 997,6 milhões, avanço de 30,3% sobre os R$ 765,4 milhões do perãodo de abril a junho do ano passado. Ante primeiro trimestre de 2016, o Ebitda ajustado recuou 14,1%.
“O principal responsável pelo crescimento do Ebitda ajustado (sobre igual trimestre de 2015) foi a antecipação do início da moagem na safra 2016/17 (de cana-de-açúcar), que gerou um aumento da quantidade de cana moída no trimestre e, consequentemente, uma maior disponibilidade de produto próprio para venda com melhores preços. Na Raízen Combustíveis, a expansão da rede de postos revendedores sustentou uma performance de vendas acima da média do mercado, combinada com otimização das estratégias de suprimentos e comercialização”, informou a empresa.
A receita líquida da companhia passou de RS 10,105 bilhões para R$ 11,457 bilhões, alta de 13,4% se comparados os segundos trimestres de 2015 e 2016. Já sobre a receita líquida do primeiro trimestre deste ano, de R$ 11,790 bilhões, houve queda de 2,8%.
O Capex (investimento realizado em equipamentos ou instalações para manter a produção) da Cosan chegou a R$ 411 milhões no segundo trimestre do ano, aumento de 3,9% em relação ao mesmo perãodo de 2015 e recuo de 31,4% na comparação com os primeiros três meses deste ano.
ENDIVIDAMENTO
A dívida líquida da Cosan ao final do segundo trimestre deste ano era de R$ 11,381 bilhões, aumento de 5,9% ante o trimestre equivalente de 2015, quando a cifra era de R$ 10,749 bilhões.
Na comparação com o primeiro trimestre, a dívida líquida subiu 3,6%. A alavancagem no segundo trimestre deste ano passou para 2 vezes ante 2,9 vezes do segundo trimestre de 2015 e 2,1 vezes do primeiro trimestre de 2016.
A geração de caixa entre abril e junho de 2016 chegou a R$ 41,5 milhões, queda de 89% na comparação anual e de 93,2% na comparação trimestral. A Cosan relatou também R$ 290 milhões de dividendos distribuídos no segundo trimestre, ante R$ 125 milhões em igual perãodo de 2015 e RS 285 milhões no primeiro trimestre de 2016. (Estadão Conteúdo)