
Presidente da companhia destacou que resultado foi conseguido apesar da queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent no ano passado. Produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no período alcançou 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia
O lucro líquido da Petrobras em 2025 chegou a R$ 110,1 bilhões, com alta de um 200% em relação a 2024. Nesta sexta-feira (6), a presidente da empresa, Magda Chambriard, ressaltou que o resultado foi conseguido apesar da queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent no último exercício. De acordo com a executiva, o lucro foi impulsionado pelo aumento de 11% da produção total de óleo e gás no período.
“O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, disse Magda Chambriard, durante coletiva de imprensa sobre os resultados da empresa, realizada no Rio de Janeiro (RJ).
Segundo Magda, o desempenho refletiu a capacidade da Petrobras de entregar mais com menos recursos, otimizando projetos e antecipando operações que geram valor para acionistas e para a sociedade. “Nossos resultados não são apenas números. Eles se traduzem em energia, geração de riqueza, empregos, impostos e retorno para a sociedade”, afirmou a presidente da Petrobras.
A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras alcançou três milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Dentre os fatores que contribuíram para o aumento da produção em 2025, destacaram-se, segundo a empresa, o início da operação e o aumento da capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, a manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba, o ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão, bem como a maior eficiência operacional na UN-BS e em Búzios.
Além disso, as exportações de petróleo registraram recorde anual de 765 mil barris por dia (mbpd). “Os resultados de 2025 comprovam a consistência da nossa estratégia, baseada em disciplina de capital, aumento de produção e eficiência operacional”, assegurou Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores da empresa, também na coletiva.
Outro fator apontado como determinante pela companhia foi a variação cambial, refletindo a valorização do real frente ao dólar, que contribuiu para o lucro líquido de R$ 100,1 bilhões. Já o Ebitda ajustado chegou a R$ 244,3 bilhões. Segundo a empresa, além do impacto positivo da produção, o Ebitda foi favorecido pela redução das despesas operacionais.
Fonte: Revista Portos e Navios