O presidente Lula não chega a ser o executivo dos sonhos de muitos brasileiros. Em seu governo houve um mensalão, sua política externa é radical – excessivamente simpática a Cuba e Venezuela – e, recentemente, admitiu haver assinado, sem ler, um confuso programa de direitos humanos que iria criar enormes problemas ao país – pois pretendia passar por cima da sábia lei de anistia, que perdoou quem cometeu crimes dos dois lados.
Mas, em construção naval, sua atuação é impecável. Estimulou o renascimento dos estaleiros e isso não onerou as contas nacionais, ao contrário. Gente que iria para o seguro-desemprego hoje atua como metalúrgico e a Petrobras vai reduzir o gasto com afretamento em dólares de navios estrangeiros.
Por isso, nada mais justo do que Lula e Dilma colherem frutos da ação do atual governo, via Transpetro. Em abril, o presidente vai inaugurar o gigantesco estaleiro Atlântico Sul e, ao mesmo tempo, verá ser lançado ao mar o primeiro dos 49 navios encomendados pela Transpetro. Quis o destino que isso viesse a ocorrer em um estaleiro que não existia à época da contratação, mas isso só ressalta a força do projeto governamental e o estusiasmo empresarial dos sócios do pernambucano Atlântico Sul.
Mas, extra-oficialmente, comenta-se que Lula irá também a Niterói. Embora o Rio tenha perdido força na construção naval, ainda dispõe de estaleiros que representam por volta de 30% do poderio nacional no setor.
Será no dia 27 de abril o lançamento do primeiro dos quatro navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro em construção no Estaleiro Mauá. É o casco 199.
O Mauá estava há 12 anos sem construir nenhuma embarcação de grande porte. A previsão de entrega do navio de 48.300 toneladas de porte bruto, para transporte de produtos claros, é outubro deste ano.
A programação de entrega do Mauá é a seguinte: o primeiro navio em outubro de 2010; o segundo abril de 2111; o terceiro, agosto de 2011 e o quarto, dezembro de 2111.