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Clippings - 18/05/17

Lupatech pode fechar novos negócios com a Petrobras

A Lupatech voltou a receber o certificado de fornecedora da Petrobras no segmento de válvulas industriais. Além disso, em abril, a companhia foi convidada para participar de uma nova licitação da petroleira na área de tubulares.

Apesar das boas notícias, durante o primeiro trimestre de 2017 a companhia iniciou o processo de desmobilização na unidade de serviços no país, com as vendas dos equipamentos da empresa. A unidade tem contratos apenas até julho deste ano.

Agora, a companhia volta sua atenção para o mercado internacional. Durante o primeiro trimestre, a Lupatech fechou um novo contrato na área de válvulas com um cliente internacional, não especificado.

“Seguimos participando em concorrências internacionais para o fornecimento a grandes empresas estrangeiras, processos estes que vêm movimentando-se lentamente em razão da baixa atratividade do preço do petróleo para a indústria offshore”, acrescentou a empresa.

No final de julho de 2013, a Lupatech foi impedida de fechar novos contratos com a Petrobras no segmento de tubulares offshore devido ao não cumprimento de algumas cláusulas do contrato operado durante os anos 2007-2011. Dois anos depois, em maio de 2015, a companhia entrou em recuperação judicial.

Na época do pedido de recuperação, a empresa informou que tinha valores pendentes a receber da Petrobras, o que prejudicava o capital de giro e a capacidade de investimento, mas que não tinha relação com as denúncias de corrupção na petroleira. A companhia atribuiu as dificuldades à instabilidade gerada pela crise sobre toda a cadeia de suprimentos.

Em 31 de março de 2017 o backlog da empresa era de R$ 149,6 milhões, enquanto a dívida bruta estava em R$ 156,2 milhões. A Lupatech teve prejuízo de R$ 4,9 milhões no primeiro trimestre de 2017, frente às perdas de R$ 23,5 milhões do mesmo perãodo no ano passado. As receitas da companhia somaram R$ 31,3 milhões entre janeiro e março, queda de 33% em relação ao faturamento de R$ 46,7 milhões dos mesmos meses em 2016.

No final do ano passado, a Justiça homologou um novo plano de recuperação judicial para a companhia, após o primeiro plano ter sido suspenso por dois recursos interpostos por credores do grupo.