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Clippings - 08/09/16

Lupatech venderá negócios de serviços para petróleo

A Lupatech pretende vender ou desmobilizar as atividades de serviços para petróleo, além de seus negócios no exterior. A estratégia está prevista no novo plano de recuperação judicial da companhia, apresentado nesta terça-feira (5/9). O documento substitui o plano homologado em novembro de 2015, suspenso em julho após o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo atender a dois recursos interpostos por credores do grupo.

“A reorganização do Grupo Lupatech requer a venda de ativos e o desinvestimento de determinados negócios, a fim de suprir os recursos para ambas as finalidades de pagar o passivo e desmobilizar unidades de negócio”, diz o plano.

A companhia informou que a decisão sobre os negócios de petróleo dependerá em grande parte do nível de atividades da Petrobras, que deverá decidir se vai prorrogar o contrato que tem a companhia para a prestação de serviços e locação de equipamentos na base do grupo em Macaé.

“Para se reorganizar e honrar os seus passivos, o Grupo Lupatech precisará trilhar um árduo e custoso caminho de transformações”, explicou a empresa.

A venda tem como objetivo levantar recursos para o pagamento de obrigações trabalhistas, encargos tributários e previdenciários e de outras obrigações estabelecidas no plano. A partir de agora, a Lupatech pretende concentrar suas atividades em manufatura e acelerar a atividade de suas plantas fabris no Brasil

A companhia também não descarta as possibilidades de se desfazer de ativos nos quais tenha participação e que não estejam incluídos no plano de recuperação e de realizar uma chamada para aumento de capital. Além disso, foi adicionada no plano uma cláusula sobre a possibilidade de pagamentos, capitalização e compensação dos créditos dentro do próprio grupo a fim de levantar recursos para as atividades operacionais.

Desde o pedido de recuperação, em maio de 2015, a Lupatech pagou R$ 21 milhões em rescisões; R$ 113 milhões em salários, encargos e benefícios, R$ 25 milhões em tributos e R$ 86 milhões a fornecedores. Ao final de junho, a dívida bruta da companhia era de R$ 475,4 milhões. O novo plano ainda terá de ser homologado.