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Clippings - 04/05/22

Macaé quer reforçar sua posição como “rota do gás”


Após o Inea liberar a construção da primeira UPGN do Terminal Portuário de Macaé (Tepor), o prefeito Welberth Rezende (Cidadania-RJ) afirmou ao PetróleoHoje que a cidade está prestes a iniciar um novo ciclo de desenvolvimento. Para atingir o objetivo, o governo do munícipio aposta suas fichas no gás natural, investimentos em infraestrutura e incentivos fiscais para tornar a “rota do gás” de Macaé mais atrativa para os produtores do pré-sal.

“Macaé virou uma fábrica de energia elétrica. Atualmente, pagamos a alíquota de ICMS mais baixa do Estado do Rio de Janeiro – de 18% caiu para 2%. Temos energia de qualidade, gás que pode permitir o surgimento de novas indústrias, projeto de novo aeroporto, novos hospitais. Tudo isso coloca Macaé num cenário mais competitivo”, disse o prefeito.

A UPGN de Cabiúnas é a maior do país, com capacidade de processamento de 25 milhões de m³/dia. A planta, contudo, já possui um gargalo de 2 milhões de m³/dia. Diante disso, as novas unidades previstas no Tepor podem (quase) triplicar o processamento de gás na cidade – a UPGN que será construída pela Valeflex, consórcio consórcio formado pelo Grupo Vale Azul com a Enerflex, terá capacidade para processar 60 milhões de m³/dia, enquanto o segundo projeto da Vale Azul, já licenciado, adicionará mais 12 milhões de m³.

“O Tepor terá capacidade total de processar 72 milhões de m³ por dia, podendo ainda ser incorporada ao projeto uma terceira unidade, a ser analisada a partir das demandas do terminal”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Macaé, Rodrigo Vianna. “O diferencial da nossa estratégia é que Macaé opera essa estrutura do petróleo há 44 anos, tendo dutos do Rota 2, a maior UPGN da América Latina, e aí a gente consegue, junto ao projeto Tepor, garantir eficiência no tratamento de gás”, complementou o secretário.

Recentemente, a UPGN de Cabiúnas foi escolhida pela Equinor para direcionar a produção de gás de Pão de Açúcar (BM-C-33), na Bacia de Campos. De acordo com a avaliação do governo municipal, pesou na escolha da petroleira norueguesa as opções da Rota 2 e do projeto do Rota 5B, bem como a capacidade da UPGN de Cabiúnas e das unidades previstas para o Tepor.

Em reunião com a Equinor, o governo municipal de Macaé testemunhou a preocupação da Equinor com aspectos ligados à segurança pública, saúde e meio ambiente. Segundo relatos, a companhia reforçou a importância do reflorestamento. Diante disso, a prefeitura tem debatido sobre questões relacionadas ao reflorestamento e à poluição do espaço aéreo.

Em busca de tornar a cidade ainda mais atrativa aos investidores internacionais, a prefeitura está dedicando a primeira compensação financeira do Tepor ao reflorestamento de uma área de 32 hectares. O governo também pretende criar um corredor ecológico de 14 km até Casimiro de Abreu, conectando a reserva do Rio União com a reserva do Rio Atalaia.

Indagado ainda se a bonança dos royalties frente ao cenário de alta dos preços do petróleo pode gerar um novo ciclo de desperdícios e oportunidades perdidas para a cidade de Macaé, o prefeito Welberth Rezende disse que a volatilidade é um padrão comum às commodities, principalmente em função da Guerra na Ucrânia. Por isso, ele entende que não há mais tempo a perder nem dinheiro a ser desperdiçado. “Nós temos tratado isso com muita responsabilidade, não temos criado despesas correntes e todo esse excesso de arrecadação está indo prioritariamente para infraestrutura”, garantiu.

Para além do petróleo e do gás natural, outro “combustível” essencial à atividade industrial, que já elevou a preocupação do governo municipal, diz respeito aos recursos hídricos. Com o novo impulso à industrialização com base em maior oferta de gás e incentivos fiscais, a água passa a ser um elemento crítico à manutenção da atividade econômica da cidade.

Enquanto isso, novas fontes de produção energética estão no radar da prefeitura de Macaé. “A gente quer abrir o nosso cardápio, ter diferencial competitivo maior em relação a outras cidades. Já começamos também a discutir sobre projetos de energia renovável, com foco em eólicas offshore, hidrogênio, entre outros”, concluiu o prefeito.

Fonte: Revista Brasil Energia