Durante seminário Brasil/Noruega, realizado no Rio, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, abordou o crescimento brasileiro e incitou os empresários daquele país a investirem no país, mas citando que isso tem de ser feito sem demora. Its now or never, afirmou de bom humor, ao encerrar sua palestra. Historiou que, tradicionalmente, qualquer alavancagem na economia mundial vinha dos Estados Unidos ou, no máximo, da Europa e, agora, os novos atores são Brasil, Índia e, é claro, a China. Lembrou que nos Estados Unidos o consumo por pessoa de petróleo, ao ano, é de 26 barris e, portanto, não há muita expansão à vista. Já na Índia é de 0,8 barril/ano, na China de 2,2 e no Brasil de 4,7 e, portanto, esses países têm o futuro pela frente. No caso do Brasil, além de crescer no consumo, o país deverá mais do que duplicar a produção até 2020.
Apesar do enfoque em petróleo e energia, Machado citou que as commodities agrícolas podem ter importância maior do que o petróleo, pois o mundo cresce e precisa de alimentos. Afirmou que, para participar do esforço brasileiro, os norugueses devem criar empresas no Brasil, em áreas onde há carências. Revelou que, além dos investimentos na exploração de petróleo, o Brasil irá precisar de dois estaleiros de construção e dois de reparos navais, a médio prazo. Em resposta, dirigentes noruegueses informaram que a exploração de petróleo e seu transporte exigem não só capital e trabalho, como alta tecnologia e que a Noruega está capacitada a ser parceira. De todos os barcos de apoio a plataformas que operam no Brasil, 25% são de empresas com capital norueguês.