
A sonda Maersk Developer, afretada para executar a campanha de intervenção da Karoon em Baúna, na Bacia de Santos, já está a caminho do Brasil. A unidade da Maersk, que deixou Trinidad & Tobago na semana passada, tem previsão de chegada ao país na segunda quinzena de abril.
A semissubmersível Maersk Developer iniciará campanha em maio, caso o cronograma não sofra atraso. A sonda fará uma parada na Guiana para carregar e descarregar alguns equipamentos.
No Brasil, a unidade será submetida aos procedimentos de desembaraço das autoridades internas, o que fará com que o equipamento não siga direto para a locação. A Maersk Developer aguardará a liberação em águas abrigadas do Rio de Janeiro, próximo a Niterói.
A campanha firme da Karoon contemplará a realização de quatro operações de intervenção no campo de Baúna, ativo adquirido no programa de desinvestimento da Petrobras, e a perfuração de dois poços novos no prospecto de Patola, localizado dentro do ring fence do campo. A sonda ficará afretada até dezembro, pelo menos.
Com essas atividades, a Karoon projeta dobrar a produção do projeto. A meta é de que o volume salte dos atuais 13 mil bpd para 30 mil bpd em 2023.
A petroleira avalia a possibilidade de perfurar ainda com a Maersk Developer um ou dois poços de controle na área de Neon, projeto vizinho a Baúna. A decisão sobre a campanha será tomada pelo board no final de março.
Caso a Karoon opte por executar os poços de Neon, a sonda ficará sob contrato até 2023.
O contrato da Karoon com a Maersk Drilling foi assinado em abril de 2021. A campanha será executada em lâmina d’água rasa, marcando os primeiros trabalhos de intervenção da petroleira em Baúna e o início de operação da primeira sonda da empresa dinamarquesa no Brasil.
A petroleira adquiriu o campo de Baúna em 2019, por US$ 665 milhões, sendo que a operação do ativo foi transferida apenas em novembro de 2022, quando o processo foi concluído.
O campo de Baúna opera conectado ao FPSO Cidade de Itajaí.
Fonte: Revista Portos e Navios