Companhia projeta rendimento de US$ 4 bilhões por conta de recuperação no setor.
A A.P. Möller-Maersk registrou lucros de US$ 2,52 bilhões durante o primeiro semestre de 2010 e elevou a perspectiva de ganho pela segunda vez em dois meses, impulsionada por maiores taxas de frete marítimo e volume de movimentações.
A companhia dinamarquesa incrementou a receita em 20%, para US$ 27,4 bilhões, em comparação ao déficit de US$ 540 milhões no primeiro semestre de 2009. A empresa agora espera que o lucro líquido anual ultrapasse US$ 4 bilhões, embora ainda mantenha cautela em relação às perspectivas para o quarto trimestre.
A recuperação foi impulsionada principalmente pelo transporte de contêineres e atividades relacionadas, que geraram lucro de US$ 1,23 bilhão em comparação à perda de US$ 995 milhões nos seis primeiros meses do ano passado. A receita total subiu de US$ 9,4 bilhões para US$ 12,5 bilhões.
A movimentação de petróleo e gás natural mostrou resultados igualmente positivos, beneficiados pelo aumento dos preços, alcançando US$ 909 milhões em relação aos US$ 504 milhões obtidos no primeiro semestre do ano anterior.
O CEO da A.P. Möller-Maersk, Nils Andersen, declarou que a Maersk Line tornou-se uma unidade operacional muito mais sólida do que era há dois anos, após a adoção de políticas de redução de custos e aumento da competitividade. Se não tivéssemos adotado tais procedimentos, teríamos obtido resultados próximos de zero, disse Andersen.
Nossa projeção é de que o transporte de contêineres e atividades correlatas registrem novo saldo positivo no mesmo nível do semestre anterior. Porém há uma incerteza considerável, especialmente para o quarto trimestre, afirmou o executivo.
O valor médio das taxas de frete, incluindo sobretaxas de combustível, aumentou 31%, para US$ 2.986 por Feu (unidade equivalente a um contêiner de 40 pés) de janeiro a junho de 2010, ante US$ 2.288 no mesmo perãodo de 2009. No segundo trimestre, as taxas cresceram 43% em relação ao intervalo correspondente do ano anterior.
A Maersk Line, em conjunto com sua companhia-irmí Safmarine, incrementou o tráfego de contêineres em 11% no primeiro semestre, perfazendo 7,2 milhões de Teus em comparação aos 6,6 milhões de Teus registrados no ano passado. Mas o crescimento em volumes caiu 5% no segundo trimestre, ficando atrás da média do mercado. Nós faturamos uma fatia do mercado em 2009, e agora estamos perdendo um pouco em 2010, atestou Andersen.
A companhia reativou 10 de suas embarcações ociosas durante a primeira metade do ano em resposta à crescente demanda, restando nove navios ociosos em sua frota no final de junho, ante 19 que estiveram em circunstâncias semelhantes no final de 2009.