
A Maersk Supply Service fará a pré-instalação do sistema de ancoragem e hook up da P-78, FPSO destinado ao módulo 6 do projeto de Búzios, no cluster de Santos. O grupo dinamarquês assinou contrato de cessão com a TechnipFMC, que arrematou o contrato do sistema de SURF do ativo com a Petrobras.
O negócio entre a Maersk Supply Service e a TechnipFMC vinha sendo negociado desde 2022. A operação foi formalizada recentemente, tendo o aval da Petrobras.
Na prática, com o negócio, a TechnipFMC dividirá parte do pacote de SURF com a Maersk Supply Service. O grupo dinamarquês virou uma terceira parte do contrato, tornando-se co-signatário do negócio.
A assinatura do contrato de cessão marca o primeiro negócio desse gênero no segmento de SURF da Petrobras. Programada para entrar em operação em 2025, a P-78 está sendo construída pelo consórcio Keppel/Hyundai .
A operação a ser executada pela Maersk Supply Service incluirá também a ancoragem das linhas flexíveis. A companhia já começou a elaborar a parte de engenharia do projeto e suprimentos.
A companhia dinamarquesa e a TechnipFMC já começaram a trabalhar na otimização do projeto. O novo escopo de parceria permite otimização de custo e de cronograma.
A campanha de pré-ancoragem terá início no primeiro semestre de 2024. A operação de hoock up mobilizará de quatro a seis barcos do tipo AHTS.
A Maersk Supply Service ainda não definiu que barcos da frota serão remanejados para a campanha de Búzios 6. A intenção é otimizar a demanda de cada empresa para a operação e também buscar otimizar o negócio com as necessidades de um outro contrato firmado com a TechnipFMC para o hook up do sistema de ancoragem do FPSO Sepetiba, unidade que irá produzir o sistema de Mero 2.
O diretor superintendente da Maersk Supply Service no Brasil, Rafael Thomé, destaca que o contrato de Búzios 6 contribuirá para que a empresa amplie ainda mais suas operações no país.
A campanha de Mero 2 será executada no final de 2023.
A Maersk Supply Service oferece soluções integradas para operações. O grupo vem investindo na descarbonização da sua frota, além de expandir sua linha de atuação para o segmento de renováveis.
Fonte: Revista Brasil Energia