
A Maha Energy está entusiasmada com a interpretação preliminar da formação de Itaparica, no campo de Tiê, que foi descoberta em março deste ano por meio do poço Tie-3. De acordo com a companhia, a formação se estende ao norte e oeste do campo, com potencial de abrir novos volumes de reservas no futuro.
“As análises iniciais também sugerem que [a formação de] Itaparica responderá bem à estimulação hidráulica, assim como o arenito Penedo, localizado no campo de Tartaruga. Desnecessário dizer que esta nova descoberta adiciona mais entusiasmo ao desenvolvimento do campo de Tiê”, afirmou Jonas Lindvall, CEO da Maha, em comunicado referente aos resultados do primeiro trimestre, divulgado na quarta-feira (26/5).
No curto prazo, a companhia pretende perfurar o Tie-4, que será o primeiro poço horizontal no campo homônimo. A perfuração terá como alvo o reservatório de Água Grande – foi nessa formação que se produziu mais durante o teste no poço Tie-3 – para depois ser concluída com o uso de uma bomba elétrica submersível.
De acordo com o CEO, assim que o Tie-4 for perfurado, o campo de Tiê deve atingir sua capacidade produtiva projetada, que não foi mencionada. Um injetor de água será perfurado imediatamente após a perfuração do Tie-4, para apoiar a pressão do reservatório, em estratégia semelhante àquela usada no Tie-3.
No campo de Tartaruga, a companhia afirma que os resultados iniciais dos testes do poço Maha-1 são inconclusivos, “o que significa que ainda não sabemos de onde vem a água produzida”. O poço foi perfurado no final de 2020 e, embora a Maha tenha conseguido comprovar a existência de óleo em uma parte da estrutura, a permeabilidade vista ficou aquém do esperado nessa parte do campo.
“Junto com o desenvolvimento da Tartaruga, precisaremos abordar o manuseio do gás associado. É provável que isso leve algum tempo. No momento, estamos usando seis geradores gas-to-wire (GTW) e estamos avaliando outras opções adicionais, para expandir a pegada GTW em Tartaruga”, completou Lindvall no comunicado.
Em sua estratégia operacional para 2021, a Maha prevê a perfuração de mais um poço em Tiê, o Tie-5 (injetor), entre o terceiro e quarto trimestres. O campo é operado com 100% de participação pela Maha, que detém outros cinco blocos de exploração na Bacia do Recôncavo (REC-T-117, 118, 129, 142 e 155) e uma parcela operada de 75% no campo de Tartaruga, na Bacia de Sergipe-Alagoas.
Resultado financeiro
No primeiro trimestre de 2021, a Maha reportou uma receita de US$ 15,8 milhões, aumento de 41% ante o mesmo período em 2020 e de 82% ante o último trimestre do ano passado. A companhia lucrou cerca de US$ 5,5 milhões nos primeiros três meses deste ano, representando um crescimento de 73% em comparação ao primeiro trimestre de 2020 e uma recuperação do prejuízo de US$ 15 milhões relatado no último trimestre do ano passado.
Além do aumento de 36% na produção, que saiu de 2,7 mil boe/dia no 4T20 para 3,7 mil boe/dia no 1T21, a Maha cita algumas variáveis que foram favoráveis para os resultados financeiros da companhia, como a estabilização do preço do barril em US$ 65 no período; a revisão do desconto anual da Petrobras para o petróleo bruto produzido em Tiê, de aproximadamente US$ 5,86 por barril; e a desvalorização do Real, já que a maior parte das despesas da petroleira são na moeda brasileira, embora a venda do óleo seja em dólar.
Fonte: Revista Brasil Energia