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Clippings - 23/02/18

Mais companhias de serviço na disputa por Echidna

A Karoon pretende bater o martelo sobre o FPSO de Echidna entre o fim do primeiro semestre e o início do segundo. Conforme antecipado pela Brasil Energia Petróleo em novembro, a petroleira australiana segue negociando uma operação de farm-in para o ativo da Bacia de Santos com fornecedores da indústria, avaliando o negócio não só mais com a Schlumberger e Bumi Armada, mas também agora com a GE e a BW Offshore.

A proposta em discussão na mesa prevê um contrato casado, envolvendo o desenvolvimento do projeto de produção, com toda a parte de subsea e FPSO, tendo como contrapartida a aquisição de uma participação efetiva no ativo, previsto para entrar em produção entre 2020 e 2021. A Schlumberger, segundo apurado, vinha fazendo uma série de exigências ao fechamento do negócio e, diante do risco de não concretização, a petroleira australiana retomou as negociações com o GE e BW Offshore.

Os grupos ainda não apresentaram suas propostas comerciais para a operação, que se concretizada irá inaugurar um novo modelo de negócio no segmento offshore de E&P no Brasil. Contratos cassados entre petroleiras e empresas de serviço e fornecedoras de equipamentos, com participação efetiva no ativo já são utilizados no exterior.

O escopo do negócio prevê a empresa de FPSO ficando responsável pelo fornecimento e operação da unidade de produção, enquanto a outra companhia teria a missão de implantar toda a parte de subsea. As duas empresas passariam a ser sócias do ativo, com possivelmente cerca de 20% a 30% de participação, tendo voz ativa nas decisões empresariais e técnicas do projeto e dividindo os riscos do ativo.

Relatório de avaliação em março

Em paralelo com as negociações de parceria, a Karoon vem trabalhando para entregar à ANP no fim de março o relatório final de avaliação de descobertas (RFAI). O plano do grupo australiano é declarar a comercialidade do prospecto de Echidna em abril.

O volume de reservas do prospecto vem sendo mantido em sigilo, mas fontes ligadas ao processo indicam um campo de porte pequeno a médio. Até o momento, a petroleira não escolheu o nome de batismo do campo, não tendo nem mesmo uma lista com opções.

O FPSO de Echidna terá capacidade para produzir 40 mil barris/dia de óleo. Com pico estimado de 28 mil barris/dia de óleo, o sistema terá três poços, sendo dois horizontais de produção e um de injeção de gás, e demandará investimentos da ordem de US$ 350 milhões. A campanha de perfuração dos poços só deve ter início entre 2019 e 2020.

Localizado em lâmina d’água de cerca de 350 m, na parte Sul da Bacia de Santos, Echidna foi descoberto em 2015. Além desse prospecto, descoberto a partir dos trabalhos exploratórios realizados nos blocos S-M-1037, S-M-1101, S-M-1102, S-M-1165 e S-M-1166, arrematados na 9ª rodada da ANP, a Karoon descobriu na região o prospecto de Kangaroo, detendo 100% de participação no ativo.

Kangaroo

A avaliação da descoberta de Kangaroo só será feita mais adiante. Embora tecnicamente trate-se de dois campos distintos, isolados hidraulicamente, a tendência é de que o desenvolvimento seja feito em conjunto, incorporado à Echidna.

Recentemente, a ANP aprovou o pedido de revisão do PAD da área, excluindo os compromissos firmes restantes de perfuração de dois poços e aquisição/processamento sísmico.

Fonte: Revista Brasil Energia