Com apenas quatro anos de existência, a distribuidora de combustíveis YPetro, do Ceará, vem expandindo suas operações para outros estados do Nordeste e tem planos de abrir postos com bandeira própria em 2020.
A empresa faz parte do Grupo Telles, que engloba diferentes atividades, entre elas a produção de cachaça e duas usinas de etanol em operação há 30 anos. Em busca da verticalização dos negócios do grupo, que já produzia cana de açúcar e posteriormente etanol, foi tomada a decisão de entrar no mercado de distribuição de combustíveis.
“Como tínhamos as usinas produzindo etanol, resolvemos partir para a distribuição, primeiramente do etanol e quatro meses depois da gasolina e do diesel”, revela Paulo Telles, presidente do Grupo.
A YPetro vende 90% de seus combustíveis para postos de bandeira branca e o restante para empresas de transporte e do setor agrícola. Metade das vendas da companhia é de gasolina, 30% de óleo diesel e 20% de etanol.
O executivo revela que parte da estratégia de crescimento da YPetro passa pela criação de postos próprios com a marca da empresa. “Nossos planos são de ter postos com bandeira YPetro já em 2020, depois que concluirmos a ampliação da base secundária, que aumentará a capacidade de armazenamento”, ressaltou.
Para o primeiro semestre de 2020, a empresa pretende inaugurar outra filial em Pernambuco, no porto de Suape, e iniciar operações também na Paraíba, podendo atender a partir destes locais os estados do Piauí e Maranhão.
Os investimentos de R$ 15 milhões no processo de expansão aumentarão a capacidade de armazenamento de dois milhões de litros para 14 milhões de litros. Com o atendimento aos novos mercados, a YPetro espera elevar o volume de combustíveis comercializados de cinco milhões de litros em 50% no segundo semestre de 2020.
A estratégia de expansão da empresa nos segmentos de logística e tancagem está baseada na terceirização, que possibilita menores custos e dispensa a necessidade de gastos na construção de tanques a cada mercado que a companhia alcança. “A tancagem em outros estados é de terceiros, via locação. A frota própria de caminhões é de 30 a 40%”, revela Telles.
O presidente da distribuidora aposta que o plano de desinvestimento da Petrobras oferecerá diversas oportunidades na cadeia de downstream, com maior competição entre novos atores. “O mercado estava mais estável quando começamos. A partir da greve dos caminhoneiros, a área de distribuição ficou mais dinâmica. Além da importação, teremos outras alternativas para adquirir combustíveis aqui. Com mais opções a competitividade vai aumentar, beneficiando o consumidor final.”
Atualmente a YPetro compra 40% dos combustíveis da Petrobras e o restante de empresas concorrentes. Além disso, a companhia monta parceria com outras distribuidoras para importar pequenas cargas de derivados.
Fonte: Revista Portos e Navios