Mais de 150 navios de transporte de GNL devem ser entregues entre 2017 e 2021, além dos já encomendados, de acordo com a Douglas-Westwood. A previsão é que os novos projetos de liquefação na Austrália, Ásia e América do Norte contribuam para a retomada do mercado.
No ano passado, foram entregues 36 embarcações de transporte de GNL, sendo que em 2016 apenas quatro novos navios foram encomendados. O mercado passa por um momento de sobreoferta, devido à combinação dos baixos preços do gás com a redução das importações de grandes consumidores, como o Japão.
As taxas de afretamento dos carregadores de GNL estão, em média, no patamar de US$ 25 mil/dia, consideravelmente abaixo dos custos normais de break-even do setor, estimados em US$ 40 mil/dia. O cenário deve, porém, mudar a partir do ano que vem. De acordo com a DW, as exportações de GNL dos EUA saltará de 11 milhões de tpa em 2016 para 77 milhões de tpa em 2021.
“Com os EUA caminhando para se tornar um dos maiores exportadores globais de GNL, a expectatiba é por uma diversificação das rotas de transporte do energético”, explicou a consultoria.
Entre as mudanças que já indicam alterações nas rotas globais de GNL está a expansão do Canal do Panamá para receber tankers maiores. O alargamento do canal também permite com que os navios que deixam o Golfo do México com destino à Ásia e à América do Sul concluam a viagem em menos tempo.