A diretoria da ANP aprovou a prorrogação do contrato de concessão do campo de Ubarana, área da Rodada Zero em águas rasas da Bacia Potiguar, até 2034. O contrato venceria em 2025 e sua renovação prevê uma séria de condicionantes pela agência, além da possibilidade de novas prorrogação
Descoberto em 1973 e com primeiro óleo em 1976, Ubarana conta com 14 plataformas fixas, que estão interligada a 43 poços produtores. Juntas, as plataformas produziram 1.688 b/d em março , uma média de 120 b/d por plataforma ou 39 b/d por poço. A produção de água no perãodo foi de 1351 b/d.
As plataformas PUB-2 e PUB-3 (chamadas de centrais) recebem a produção bruta das plataformas satélites de Ubarana e dos campos de Cioba, Agulha e Oeste de Ubarana. Nestas plataformas é feita a separação primária de óleo e gás. Os poços do campo de Ubarana contam com completação seca e os oleodutos e gasodutos utilizados para escoamento da produção são rígidos e revestidos externamente com material para proteção contra corrosão.
A Petrobras iniciou em 2014 um projeto de injeção de água em Ubarana que levou quase uma década sob avaliação do Ibama. As primeiras informações foram enviadas ao órgão em 2006 e a licença de instalação para os novos dutos de água e óleo foram emitidas em 2011. Em fevereiro de 2014, a Petrobras recebeu a licença de operação do sistema com vencimento em 2019.
O Grupo de Trabalho montado pela ANP para analisar a renovação dos contratos de concessão da Rodada Zero agora precisa concluir a análise da prorrogação do contrato do campo de Araças, na Bacia do Recôncavo. Junto com Marlim (que teve sua renovação aprovada em maio) e Ubarana, Araças será usado como base para todos os pedidos de renovação dos contratos da rodada.
Os contratos de concessão da Rodada Zero foram assinados em 6 de agosto de 1998 e tem 27 anos previstos para a fase de produção, terminando em 2025. A ANP antecipa a discussão já que existem campos que demandam investimentos de desenvolvimento da produção para produzir além do prazo inicial estipulado.