Sem licença para perfurar, Petrobras e Petrogal pedem adiamento de compromissos. A Petrobras conseguiu mais prazo para a exploração dos blocos PEPB-M-783 e PEPB-M-839, na Bacia de Pernambuco-Paraíba, de acordo com decisão publicada pela ANP nesta quinta-feira (5/3). Pelo contrato de exploração, é preciso perfurar dois poços na nas concessões, porém a bacia não possui licenças ambientais para a atividade.
No próximo dia 12 venceria o prazo para a conclusão do segundo perãodo exploratório das áreas, mas o compromisso está suspenso para a análise do pedido de revisão dos prazos feito pela Petrobras.
Os blocos PEPB-M-783 e PEPB-M-839 foram arrematados na 9ª rodada da ANP, em 2007, por um consórcio formado por Petrobras (80%) e Petrogal (20%). À época, também foi contratado o PEPB-M-837, posteriormente devolvido. A primeira etapa da exploração das áreas foi concluída em 2010, com a aquisição de sísmica 3D spec da CGG.
11ª rodada
No entorno dos blocos da Petrobras, QGEP e Niko operam, cada uma, dois blocos licitados na 11ª rodada, em 2013 – a Petra é sócia nos quatro consórcios com 70% de participação. Os consórcios tem compromissos de sísmica a serem cumpridos até 2018 e, se mantiverem as concessões, precisarão concluir as primeira perfurações até 2020.
A canadense Niko, por sinal, está tentando vender os ativos no Brasil, como parte de uma estratégia global de concentrar recursos na Ásia. Nenhum farm-out foi anunciado até o momento.