Edital prevê a compra de aproximadamente 60 km de linhas de aço para o campo no pré-sal da Bacia de Santos
A Petrobras adiou para fevereiro o prazo de entrega das propostas para fornecimento de umbilicais de aço (STU, na sigla em inglês) para o campo de Mero, na área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.
O edital prevê a compra de aproximadamente 60 km de linhas, com 88% de compromisso mínimo de aquisição e conteúdo local de 55%.
Entre outras concorrências de umbilicais em andamento estão processos para os projetos de Farfan, na Bacia de Sergipe-Alagoas, Roncador (Campos) e Búzios e Sépia (Santos).
Hoje, os principais fornecedores de umbilicais submarinos no país são a MfX, Oceaneering e Prysmian, mas a norueguesa Aker Solutions também está na disputa pelo fornecimento de STU.
A concorrência de umbilicais de aço é considerada um marco na indústria, já que a Petrobras tradicionalmente utiliza equipamentos termoplásticos em seus projetos.
O consórcio de Libra é formado pela Petrobras (operadora, com 40%), em parceria com a Shell (20%), Total (20%), CNOOC (10%) e CNPC (10%).
Umbilicais na Bahia
A brasileira MfX tenta obter junto à Antaq autorização para explorar uma instalação portuária anexa a sua fábrica de Salvador (BA) como Terminal de Uso Privado (TUP).
A empresa tem hoje capacidade para produzir 400 km de umbilicais (18 mil t) por ano, com demanda mensal de 1,5 mil t.
Segundo a MfX, toda sua capacidade de produção anual pode ser escoada pelo cais, com a utilização de uma balsa transportando sete bobinas por mês.
“Em função do nível de atividade e da sazonalidade da demanda de umbilicais, este movimento pode ficar reduzido a 01 balsa a cada dois meses, em media, ou ate menos”, observa a companhia em carta enviada à Antaq.
Em nota técnica publicada em dezembro, o especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários da agência, Aglair Cruz de Carvalho, opinou pela abertura de anúncio público para autorizar o pedido da MfX.