A Petrobras irá afretar novas sondas para o projeto do BM-S-11, no cluster do pré-sal de Santos, operado em parceria com a Petrogal, TotalEnergies e Shell. A estatal pretende contratar duas unidades de perfuração, com início de operação prevista para 2023.
A entrega de propostas da licitação para o BM-S-11 está marcada para o dia de 18 de maio, mas é dado como certo que o prazo será prorrogado em vista do pouco tempo que há para a elaboração das ofertas. As sondas requeridas pela Petrobras terão que ter capacidade para operar em lâmina d’água de 2,4 mil m. O contrato de afretamento será de 910 dias.
Como a Petrobras está conduzindo outro bid para até oito sondas, a tendência é de que sejam ofertadas não apenas unidades que estão no Brasil, mas também equipamentos que estão no exterior. A avaliação é de que não há muitas unidades disponíveis no país para atender a janela da petroleira, tendo em vista a sua demanda.
Além da Petrobras, Petronas e Shell também conduzem bids para afretar sondas para o Brasil.
As unidades afretadas para o projeto do BM-S-11 irão operar junto com o navio-sonda DS-4, da Valaris, também contratado para atuar sob regime de dedicação exclusiva. A sonda, que chegou recentemente ao Brasil, está sendo submetida ao processo de liberação das autoridades brasileiras.
O DS-4, que veio das Ilhas Canárias, está parado próximo à Niterói. O contrato de afretamento do navio-sonda da Valaris com a Petrobras foi assinado no quarto trimestre de 2021.
O contrato é oriundo da licitação aberta pela Petrobras no final de abril, que previa, na ocasião, a contratação de uma ou mais sondas para operar em lâmina d’água de 2,4 mil metros.
A entrada em operação do DS-4 marcará a retomada das atividades da Valaris para a Petrobras. A empresa de perfuração não opera sondas para a petroleira brasileira desde dezembro de 2019, quando expirou o contrato de afretamento do navio-sonda Ensco 6002.
Fonte: Revista Portos e Navios