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Clippings - 01/07/21

Mais tempo para a P-80

A contratação da P-80, FPSO que irá compor o 9º módulo de búzios, deverá ocorrer apenas em 2022. Menos de dois meses após liberar o edital da licitação para aquisição da nova unidade do campo de cluster sob regime de EPC (Engineering, Procurement and Construction), a Petrobras adiou a data de entrega das propostas para 16 de novembro, com expectativa de uma nova alteração no cronograma.

Com o adiamento para novembro e a possibilidade de nova postergação, a aposta é que a assinatura do contato para construção da nova unidade de produção de Búzios será formalizada apenas no próximo ano. Lançado no início de maio, o edital previa a entrega das propostas para 30 de setembro.

O adiamento do prazo chama atenção para a projeção de especialistas que enxergam a possibilidade de a Petrobras ter dificuldade para atrair um número maior de empresas interessadas, tendo em vista que os consórcios Keppel / Hyundai e Daewoo / Saipem já estão comprometidos com os recentes contratos da P-78 e P-79, respectivamente.

Dividida em dois lotes, a licitação prevê a contratação não apenas da P-80, mas também a possibilidade de aquisição de até outros dois FPSOs (P-81 e P-82), que seriam destinados aos módulos 10 e 11. O lote A requer proposta firme para a unidade do 9º módulo, enquanto o B é voltado à possibilidade de contratação de até outras duas plataformas.

Os FPSOs requeridos pela Petrobras na licitação para os próximos módulos de Búzios terão capacidade para produzir 225 mil barris/dia de óleo e processar 12 milhões de m³/dia de gás natural, mesmo porte do FPSO Almirante Tamandaré, recém-afretado da SBM e previsto para entrar em operação em 2024. As empresas interessadas em participar da licitação terão que indicar na proposta do lote A se tem ou não interesse em outros FPSOs. As unidades não firmes, se contratadas, serão adquiridas pelo preço de 92,6% do valor da oferta apresentada para a P-80.

Diante do fato de a licitação da P-78 e P-79 ter atraído apenas três consórcios, prevalece a aposta de que a licitação da P-80 tende a ter, novamente, pouca disputa, com epecistas e estaleiros optando, outra vez, por formar megaconsórcios, sem se arriscar em disputas isoladas.

Ao todo, 12 grupos estão habilitados pela Petrobras para disputar o contrato – Brasfels, EBR (Estaleiros do Brasil), Daewoo Shipbuilding, Hyundai, Keppel, SBM, Technip, Modec (habilitada antes do bloqueio), Toyo e Saipem, qualificados no processo anterior, em 2020, e novamente revalidados, além dos novatos Queiroz Galvão e Sembcorp, habilitados no trâmite recente, iniciado em fevereiro de 2020.

O estaleiro Samsung optou por ficar de fora do novo processo de qualificação dos epecistas. O grupo coreano integrou consórcio com a Toyo e o EBR para disputar a licitação da P-78 e P-79, mas acabou desclassificado pela Petrobras na ocasião.

A exigência de conteúdo local das unidades da licitação é de 25%. O prazo da obra será de 42 meses, sendo que a P-80 deverá entrar em operação em 2026.

Por enquanto, os grupos habilitados seguem avaliando os termos do edital sem ainda bater o martelo sobre a participação ou não na licitação e a formação de parcerias.

Fonte: Revista Brasil e Energia