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Clippings - 10/05/21

Mais um Surf de Búzios no mercado

O ritmo de contratações de bens e serviços para o campo de Búzios segue acelerado, sem qualquer alteração após a troca de comando no alto escalão da Petrobras. Um dia após publicar o edital para aquisição da P-80 e P-81, FPSOs que irão compor, respectivamente, os módulos 9 e 10 do projeto, a petroleira liberou edital para contratação do Surf (sistema de coleta submarina) do 7º módulo, cuja entrada em operação está programada para 2025.

Estruturado sob o modelo de EPCI, o serviço será voltado ao subsea do sistema da P78, FPSO próprio que será construído pelo consórcio Keppel/ Hyundai, que está em vias de fechar contrato com a Petrobras. A unidade de produção do 7º módulo de Búzios ficará interligada a 13 poços, sendo seis produtores (dos quais dois são conversíveis), seis injetores WAG e um injetor de gás.

O sistema contará ainda com um gasoduto de exportação que ficará conectado ao Rota 3, gasoduto estruturante, que enviará o gás para costa. O contrato do Surf do 7º módulo de Búzios incluirá a contratação da engenharia, suprimento dos equipamentos, construção e toda a atividade de instalação, ancoragem do FPSO e comissionamento.

A empresa vencedora ficará responsável pela instalação dos sistemas de coleta da produção e de exportação de gás. O escopo do contrato exige o fornecimento dos risersflowlines (rígidos, flexíveis e umbilicais), SDUs (Subsea Distribution Unit) e equipamentos submarinos, além dos barcos de lançamento.

As linhas rígidas e flexíveis do 7º módulo de Búzios terão 8” de diâmetro. O projeto contará também com linhas de serviço de 4”.

A nova licitação foi lançada na quarta-feira (5/5). A entrega de propostas está marcada para 4 de agosto, mas não será surpresa se o prazo for postergado, em função de possíveis solicitações das empresas participantes.

A publicação do edital do subsea do 7º módulo de Búzios ocorre dois meses depois de a Petrobras lançar licitação para o Surf do 6º módulo do projeto, que será explotado pelo FPSO Almirante Tamandaré, afretado da SBM no final fevereiro e programado para entrar em operação em 2024. Em curso, o bid tem entrega de propostas agendada para 7 de junho.

A expectativa do mercado é que as licitações para o EPCI do Surf dos 6º e 7º módulos de Búzios sejam concorridas, despertando o interesse dos principais grupos como McDermott, Saipem, Subsea 7, TechnipFMC e Sapura. Executivos estimam que cada um dos contratos possa movimentar valores em torno de US$ 650 milhões a US$ 1 bilhão.

A aposta de executivos é que, além dos dois bids em curso, a Petrobras libere até o final do ano o edital do EPCI do Surf do 8º módulo de Búzios. O sistema tem primeiro óleo previsto para 2025, com a entrada em operação da P-79, em processo final de contratação com o consórcio Daewoo/Saipem.

Saipem também é responsável pelo contrato de EPCI do Surf do 5º módulo de Búzios. O sistema entrará em operação em 2022, quando será dada partida no FPSO Almirante Barroso, em conversão pela Modec.

O contrato com o grupo italiano foi fechado em julho de 2022. O 5º módulo de Búzios terá 15 poços.

Localizado na costa do Rio de Janeiro, Búzios é considerado o campo mais promissor do Brasil. O ativo é operado pela Petrobras, em parceria com a CNPC e CNOOC.

O campo produziu quase 700 mil boe/dia em março, sendo 555,3 mil barris/dia de óleo e 22 milhões de m³/dia de gás, extraídos através dos FPSOs P-74, P-75, P-76 e P-77. O plano da Petrobras projeta a instalação de 12 unidades de produção no campo, até o final da década.

Fonte: Revista Brasil Energia