
As majors estão se tornando compradoras de ativos upstream até o momento neste ano, contrariando a tendência vista nos últimos dois anos, quando essas empresas – incluindo ExxonMobil, Shell, bp, Eni, TotalEnergies e Chevron – alienaram mais ativos upstream do que adquiriram, afirma Atul Raina, vice-presidente de pesquisa Upstream M&A da Rystad Energy, em análise publicada na terça-feira (3).
Até agora, o grupo comprou ativos upstream que totalizam US$ 19,5 bilhões, enquanto desinvestiu ativos avaliados em US$ 7,5 bilhões. Este número é superior às aquisições que totalizaram US$ 9 bilhões em 2020, período em que as majors apresentaram-se como compradoras pela última vez, segundo a consultoria.
O pesquisador observa que tanto as aquisições quanto os desinvestimentos estão relacionados com a estratégia das empresas para reduzir a intensidade das emissões de carbono, com o objetivo de tentar equilibrar a necessidade da segurança energética com a transição energética.
Um exemplo disso é a compra da PDC Energy (empresa independente de O&G dos EUA) pela Chevron, considerada a maior aquisição realizada por uma major neste ano. A operação, avaliada em US$ 7,6 bilhões, pode fazer com que a Chevron reduza a intensidade de suas emissões para 24 kg de CO₂/boe até 2028, uma vez que os ativos da PDC Energy possuem intensidade de cerca de 9 kg de CO₂/boe.
No âmbito dos desinvestimentos, a Rystad Energy mostra que a intensidade média dos desinvestimentos aumentou “impressionantes” 80%, de 15 kg de CO₂/boe em 2019 para 27 kg de CO₂/boe até o momento neste ano. Isso marca uma mudança na estratégia de fusões e aquisições pelas majors em 2023.
Fonte: Revista Brasil Energia