
Rystad Energy aponta que, para se ajustarem à transição energética, majors podem sair de 60 países
Para se ajustarem à transição energética, as majors+ ExxonMobil, BP, Shell, Total, Eni, Chevron, Equinor e ConocoPhillips (a maior companhia independente de petróleo do mundo) podem precisar desinvestir recursos combinados de até 68 bilhões de boe, de acordo com estudo da Rystad Energy. Os ativos têm valor estimado de US$ 111 bilhões e compromissos de gastos em 2021 de US$ 20 bilhões.
A consultoria apontou que, com as companhias revisando suas premissas de longo prazo para os preços do barril e demanda por petróleo, será necessário otimizar seus portfólios para melhorar fluxo de caixa, eficiência de custos e competitividade.
Juntas, as majors+ devem deixar suas posições em 60 países, concentrando seus portfólios em 90 posições. Para chegar a esse número, a Rystad analisou o fluxo de caixa estimado nos próximos cinco anos, potencial de crescimento do portfólio atual e presença em países chave para exploração e produção até 2030.

Todas as companhias tendem a permanecer nos Estados Unidos e a grande maioria deve manter ativos na Austrália e Canadá.
O estudo mostra ainda que as companhias podem negociar ativos entre si, com o objetivo de concentrar seu portfólio em países-chave. No entanto, a Rystad ponderou que, no ambiente atual de mercado – com alta volatilidade dos preços e caixa disponível para aquisições limitado –, pode ser difícil chegar a um acordo sobre a estimativa de valor dos ativos.
A Rystad apontou a troca de carteira de países entre as companhias como uma alternativa. “Isso pode incluir dois ou mais países para alinhar valores e reduzir o elemento dinheiro de um negócio”, destacou.
Há ainda a expectativa de que as majors+ realizem desinvestimentos em ativos com alta intensidade de emissões para se adequarem às metas de redução das emissões, mas este cenário não foi incluído no estudo.
Recentemente, a BP anunciou que limitará seus projetos exploratórios de óleo e gás aos países onde já atua no segmento, planejando reduzir em 40% a sua produção de hidrocarbonetos até 2030. A Shell também pretende concentrar o seu portfólio de acordo com os projetos se adequem à transição energética.
Fonte: Revista Brasil Energia