A etapa marítima da 15ª rodada terminou com 22 dos 47 blocos arrematados, com um bônus total de R$ 8,014 bilhões e ágio de 621,91% – esse percentual considera as duas áreas retiradas. Ao todo, 12 empresas venceram áreas, das quais 10 estrangeiras e duas brasileiras (Petrobras e QGEP). O maior bônus ofertado foi de R$ 2,824 bilhões, pela ExxonMobil, no bloco C-M-789, na Bacia de Campos, recorde na história dos leilões.
O maior ágio foi o do bloco C-M-657, na Bacia de Campos, de 1.314%. Não houve ofertas para os blocos terrestres oferecidos.
O leilão foi marcado pela formação de consórcios e pela diversificação de operadoras. Petrobras, Shell e ExxonMobil se revezaram em alguns consórcios como operadoras e não operadoras. A norte-americana foi a maior vencedora, com oito áreas arrematadas, seis como operadora. A Petrobras levou oito, mas apenas cinco como operadora. Shell ficou com quatro áreas, três como operadora.
Outras majors também participaram ativamente da disputa. A BP levou duas áreas na bacia de Campos, em parceria com a Statoil, que neste leilão ficou de fora da posição de operadora. As quatro áreas arrematadas pela noruguesa na Bacia de Campos demonstram umaa tendência de continuar investindo em blocos vizinhos a concessões que já opera.
Conforme antecipamos, ExxonMobil, Murphy e Queiroz repetiram aparceria da rodada anterior. A Chevron, que havia ficado de fora dos leilões anteriores, arrematou três áreas, uma como operadora, na Bacia de Santos e duas como sócia na Bacia de Campos.
Áreas retiradas
Na abertura do leilão, o ministro da Secretaria de Governo Moreira Franco, disse que fará na próxma semana uma reunião para discutir as áreas retiradas da 15ª rodada. “Acredito que vamos conseguir atingir um ponto de equilíbrio com o TCU antes do próximo leilão”, afirmou.
Dentro do governo, no entanto, a possibilidade de o bloco voltar para a 4ª rodada de partilha não é unanimidade. Duas fontes ouvidas pela Brasil Energia Petróelo disseram que consideram difícil que Saturno seja incluída no leilão de pré-sal. Isso porque há a necessidade de uma reunião extraoridinária do CNPE para indicar a área e todos os trâmites burocráticos necessários a incluir área na oferta.
Na abertura do evento, o secretário de Petróleo e Gás do MME, Márcio Félix, ressaltou a importância de se discutir a questão do polígono do pré-sal, comparando-o com uma espécie de Tratado de Tordesilhas.
Fortalecimento
O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, ressaltou o desempenho de algumas das bacias. “Tivemos o fortalecimento de Sergipe-Alagoas e a retomada da Bacia Potiguar como polo de atração para operadoras. Mas a principal notícia é o ressurgimento da Bacia de Campos, que viveu um processo de interrupção na oferta de áreas. Houve uma retomada na 14ª Rodada, com bônus altos, e agora a confirmação, com todos os blocos arrematados, mostrando que a bacia potencial para ser aproveitado”, afirmou.
Fonte: Revista Brasil Energia