As companhias aéreas que operam no mercado doméstico brasileiro vão transportar 7,2 milhões de passageiros entre as 12 cidades-sede que receberão os jogos da Copa do Mundo de futebol, realizado pela Fifa no país entre os dias 12 de junho e 13 de julho, informou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A instituição representa as aéreas TAM, Gol, Azul e Avianca.
Esse universo de passageiros significa um incremento de 9,7% sobre os 6,64 milhões de assentos utilizados em voos regulares nesse mesmo perãodo. “As companhias aéreas vão atender à demanda da Copa”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. “Mas precisaremos que todos os agentes trabalhem com toda a eficiência para evitar gargalos. Não somos nós que vamos limpar banheiros de aeroportos, nem vender pão de queijo”.
O levantamento da Abear — que considera os embarques realizados em um perãodo de 36 horas antes e após cada partida — aponta que haverá 16.116 voos extras durante a Copa, o que representa um acréscimo de 31,2% ante os 51.663 voos regulares nas doze cidades-sede nesse perãodo.
São Paulo é a cidade-sede que terá o maior fluxo, com 6,4 mil voos extras — 31,6% de acréscimo em relação aos voos regulares — e 234,8 mil passageiros a mais embarcando nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos durante a Copa.
Nas contas da Abear, passarão pelos terminais de São Paulo 2,8 milhões de passageiros, ou 9% a mais no número de assentos regulares para o perãodo.
O terminal que vai ganhar a maior quantidade de voos extras por causa da Copa é o de Brasília, com o acréscimo de 2.175 embarques, ou 64% mais que os 3.392 voos regulares. Em termos de passageiros, o acréscimo na capital federal será de 85,1 mil assentos, ou 17,9% mais, somando 561 mil bilhetes vendidos para esse terminal.
Fortaleza também vai receber um acréscimo de voos superior a 61%, com 826 voos extras, que somarão 2.176 voos no total. O aumento de assentos comprados pelos viajantes será de 21%, atingindo 233 mil bilhetes partindo da capital cearense.
“Os casos de Brasília e Fortaleza são diferentes”, disse Sanovicz. “Brasília é um hub [terminal usado para conexões de voos domésticos e internacionais], enquanto Fortaleza recebeu mais voos porque é um destino com menor demanda de passageiros corporativos. Como na Copa esse segmento vai voar menos, foi preciso acrescentar voos extras para atender a demanda dos turistas de lazer”.
O executivo disse que esse também é o caso de Natal. A capital potiguar vai receber 274 voos extras — 48,4% além dos 566 voos regulares — e 21,3 mil assentos além da demanda regular de 74,9 mil passageiros.
No Rio de Janeiro, a Abear aponta que haverá 89,3 mil assentos extras para os terminais do Galeão e Santos Dumont, totalizando 881 mil, com 2.678 voos extras, ou 44,8% mais nesse perãodo. Em termos de volume de operações, isso representa um crescimento de 45%, ou 2,6 mil novos voos.
Em Belo Horizonte, os aeroportos da Pampulha e Confins terão 873 mil lugares em 7,7 mil voos, dos quais 789 são operações específicas para os seis jogos na capital mineira.
A metodologia usada pela Abear estima uma movimentação típica de grandes eventos, em que os passageiros planejam sua viagem de ida para a véspera e também para o dia do jogo, e o retorno é realizado entre o final da partida e o dia seguinte.