A Antaq e o Porto de Roterdí/TKK Logística assinaram, na última semana, o contrato de adesão para implantação do Porto Central no município de Presidente Kennedy (ES). O complexo industrial privado terá como uma de suas principais finalidades a prestação de apoio logístico à indústria offshore, além de servir como terminal para movimentação GNL.
Com previsão de início em um ano, as obras demandarão R$ 2,24 bilhões em investimentos, com expectativa de geração de 4,8 mil empregos diretos e 20 mil indireto. A conclusão dos trabalhos, que incluem a construção de um estaleiro, está programada para 2021.
O Porto Central é um dos projetos de apoio logístico que começam a sair do papel para atender a futuras demandas do setor, puxadas não só pelo aumento da curva de óleo da Petrobras, mas pelo aumento da participação de novas operadoras no segmento de E&P e pela abertura do setor de gás natural, conforme mostrou a Brasil Energia Petróleo na reportagem Ocupando espaço, em outubro de 2016.
Além do novo empreendimento, o Espírito Santo abriga bases de apoio como a da CPVV (Companhia Portuária Vila Velha), em Vila Velha, que já atendeu a projetos da Petrobras na bacia capixaba, e da Vitória Offshore Logistics (VOL ), que dá suporte às atividades da Shell no Parque das Conchas.
A maioria das operações offshore, contudo, é feita a partir de bases no estado do Rio de Janeiro. A Petrobras utiliza berços de atracação na base da Brasil Port (Edison Chouest), no Porto do Açu, assim como a Chevron, operadora do campo de Frade, na Bacia de Campos. A estatal conta ainda com berços nos portos de Imbetiba, em Macaé, do Rio, na capital fluminense, e de Itajaí, em Santa Catarina.