
A Equinor iniciou campanha de aquisição sísmica 3D com ocean bottom nodes no campo de Bacalhau, localizado na Bacia de Santos. O mapeamento está sendo executado pela Seabed Geosolutions, empresa controlada pelo grupo Fugro.
Os dados coletados na campanha serão utilizados para nortear a decisão final de aprovação do investimento para a Fase 1 de Bacalhau, etapa que terá o martelo batido ao longo de 2021. A estimativa é que o campo operado pela Equinor entre em operação em 2024.
A campanha 3D irá mapear uma área total de 410 km². Os primeiros nodes do levantamento começaram a ser instalados em janeiro.
Ao todo, cinco barcos operam no mapeamento, sendo um navio principal responsável pelos nodes, um barco fonte e três embarcações de apoio à atividade. A campanha está sendo realizada com o barco de nodes Subsea VikingSubsea e o Hugin Explorer (embarcação fonte).
Os registros sísmicos fornecerão informações importantes para otimizar ainda mais o desenvolvimento do campo. O projeto de Bacalhau contemplará a instalação de um FPSO com capacidade de produção de 220 mil barris/dia, a cargo da Modec.
O contrato entre a Equinor e a Fugro foi assinado em outubro de 2019. A proposta original era que o mapeamento fosse realizado em 2020, mas a pandemia de Covid-19 e negociações complementares entre as duas companhias alteraram o cronograma.
A campanha atual marca o maior projeto de aquisição sísmica da petroleira no Brasil e o primeiro contrato de aquisição de dados exclusivos firmado pela companhia norueguesa. Embora bastante utilizado em projetos do exterior, essa é a primeira vez que a Equinor adquire dados sísmicos com nodes em um campo de águas ultra profundas como Bacalhau, localizado a 2 mil m de lâmina d´água.
Em função das restrições de viagem impostas pela pandemia, a petroleira norueguesa adotou, pela primeira vez, a estratégia de inspeções virtuais 3D das embarcações, como medida de mitigação extra para comprovar a situação das unidades envolvidas na campanha.
O campo de Bacalhau foi descoberto pela Petrobras em 2012 e adquirido pela Equinor em 2016. A companhia norueguesa detém 40% de participação no ativo, em parceria com a ExxonMobil (40%) e a Galp (20%).
Além da primeira fase, o projeto de Bacalhau contará com uma etapa complementar, que será colocada em operação três anos e meio depois do primeiro óleo do campo. A segunda fase será focado à área de Norte de Carcará, adquirida na 2ª rodada de partilha de produção.
O desenvolvimento da etapa complementar demandará a contratação de um novo FPSO.
Fonte: Revista Brasil Energia