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Clippings - 15/03/18

Marco regulatório do gás na mira da Statoil

A Statoil aguarda a definição do novo marco regulatório para o gás natural para avançar com o projeto de Pão de Açúcar, localizado na área do bloco BM-C-33, na Bacia de Campos, afirmou o presidente da companhia no Brasil, Anders Opedal. A empresa já perfurou todos os poços compromissados com a ANP e trabalha atualmente na caracterização do reservatório, que segundo o executivo, é de um tipo especial de pré-sal.

“Precisamos entender bem o reservatório para podermos definir o layout de sistema submarino e poços do projeto, que inclui ainda as descobertas de Gavea e Seat. É difícil seguir em frente com esse projeto sem saber quais serão as definições do Gás para Crescer”, afirmou o executivo.

A empresa precisa garantir que haja demanda pelo energético para definir qual configuração vai usar. O executivo explicou que na Noruega, a companhia é capaz de colocar o gás nos dutos e vender em outras partes do continente, limitando o risco do negócio ao preço do produto. “Em um mercado liberalizado fica mais fácil seguir em frente”, acrescentando que das definições regulatórias depende a definição do FEED do layout submarino do projeto. Umas das opções, por exemplo, é a reinjeção do gás.

Opedal comentou também sobre o imbróglio do Repetro no Rio de Janeiro. A possibilidade do cancelamento do regime fiscal para a fase de desenvolvimento da produção no estado aumenta o risco dos projetos atuais e penaliza os futuros projetos, afirma o executivo.

Opedal também falou sobre as perspectivas de conteúdo local em futuros projetos da companhia no Brasil. Segundo ele, a empresa tem compromisso de operar no longo prazo no país e que a política de compras locais será a mesma que utiliza em todos os seus projetos.  Mas afirmou que comprar localmente reduz o risco dos empreendimentos.

Veja o andamento dos outros projetos da Statoil no país:

Carcará e Carcará Norte
A petroleira afretou a West Saturn, da Seadrill, que está realizando um drill stem test na área da descoberta de Carcará. Quando terminar a operação, a sonda vai perfurar um poço exploratório em Guanxuma. Após essa atividade, a sonda volta para Carcará Norte para fazer um poço de delimitação.

As próximas operações de contratação newfield em Carcará estão previstas para 2019. A empresa começa preparar neste ano a licitação dos sistemas subsea e FPSO, para colocá-las na rua no ano que vem. A petroleira tem adotado a estratégia de early engagement dos fornecedores, com a qual tem obtidos resultados melhores nas compras.

Peregrino II
No quarto trimestre de 2020, a empresa colocará em operação a Fase II do projeto de desenvolvimento de Peregrino, que hoje produz um volume total de cerca de 70 mil barris/dia de óleo. A empresa pretende colocar em operação uma terceira wellhead platform no campo na Bacia de Campos. O FPSO instalado na área irá receber a produção das três WHPs. Há atividades de contratação previstas para a fase II do campo neste ano.

Roncador
O Cade aprovou ontem (13) a entrada da Statoil em Roncador. A empresa espera fazer investimentos para aumentar o fator de recuperação do campo, cuja produção é declinante há alguns anos.

Fonte: Revista Brasil Energia