A OGX (OGpar) reduziu seu prejuízo para R$ 65,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, na comparação com as perdas de R$ 68,4 milhões apuradas no mesmo perãodo do ano anterior. O resultado reflete a margem bruta negativa de R$ 66,1 milhões no campo de Tubarão Martelo, decorrente dos preços do petróleo entre janeiro e fevereiro.
O desempenho da petroleira também foi impactado pelos custos operacionais do campo, de R$ 38,5 milhões, durante o perãodo de interrupção da produção. Também foram registrados gastos com a desconexão do FPSO OSX-1, no valor de R$ 25 milhões, e juros provisionados sobre o financiamento DIP e o incremental facility de R$ 30,9 milhões.
A receita da OGX caiu 45% no primeiro trimestre em relação a um ano atrás, ficando em R$ 54 milhões. No mesmo perãodo, o Ebitda da companhia ficou negativo em R$ 72 milhões, ante perdas de R$ 56 milhões nos três primeiros meses de 2015.
Margem Equatorial
A OGX continua buscando oportunidades de farm out da participação de 50% detida no bloco POT-M-762 adquirido na 11ª Rodada da ANP. Com a operação, a empresa espera se livrar das obrigações regulatórias assumidas com a ANP e concentrar seus esforços em projetos capazes de gerar caixa no curto prazo.
Em relação aos blocos PAMA-M-591 e PAMA-M-624 – devolvidos integralmente à ANP em 27 de maio de 2015, depois de declarados ambientalmente inviáveis pelo Ibama –, a OGX segue aguardando manifestação da agência reguladora, tendo em vista que o Programa Exploratório Mínimo não foi cumprido em função da ausência de licenciamento ambiental.
Também está sendo aguardada a análise e aprovação final da ANP sobre a cessão da participação nos blocos CE-M-603 e POT-M-475, operados pela ExxonMobil, firmada em acordo de farm out em setembro de 2015.