unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 16/11/20

Marinha defende investimentos para melhor distribuição do apoio logístico na costa

 

Corveta Barroso (Arquivo/Divulgação MB)

Comandante da Marinha defendeu investimentos na ampliação da capacidade dos meios operativos e destacou investimentos e integração com demais forças.
Entorno estratégico brasileiro abrange a América do Sul, Atlântico Sul, os países da costa ocidental africana e a Antártica

O comandante da Marinha defendeu investimentos na ampliação da capacidade dos meios operativos para melhorar a distribuição do apoio logístico ao longo da nossa costa brasileira. Segundo o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, o Plano estratégico da Marinha (PEM 2040) prevê medidas de médio e longo prazo. Além da construção núcleo do poder naval, que inclui os programas de submarinos (Prosub), de fragatas classe Tamandaré (PFCT) e dos fuzileiros navais, a força naval possui frentes de integração com a Força Aérea e o Exército.

O almirante destacou a atuação recente da Marinha em coordenação conjunto com demais forças no Norte do Brasil. Ele acrescentou que a recuperação da capacidade de operação plena é uma das metas do Ministério da Defesa e ressaltou a importância da descentralização do Poder naval, fortalecendo bases em Itajaí (SC), Itaguai (RJ), Salvador (BA), Recife (PE), Itaqui (MA) e Belém (PA). “Dessa forma a esquadra poderá operar sem obrigatoriedade de voltarmos ao Rio de Janeiro para manutenção da sua capacidade operativa”, explicou Ilques, na última semana, durante o Seminário Defesa Nacional.

O entorno estratégico brasileiro abrange a América do Sul, o Oceano Atlântico Sul, os países da costa ocidental africana e a Antártica. “Tratar dessa dimensão com os meios [operativos] que nós temos realmente é um desafio diuturno muito forte”, afirmou Ilques. Essa área de atenção inclui ainda o Caribe, local de forte atuação norte-americana contra o tráfego de drogas, o que leva traficantes a desviarem as rotas para áreas do território brasileiro, sobretudo os rios do Panatanal e Amazônia.

Diante disso, o comandante da Marinha falou da necessidade de continuar a avançar no monitoramento por satélite, no submarino de propulsão nuclear e sinergia com demais forças. O almirante Ilques destacou que o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGaaz) permitiu identificação do navio que fez a atuação do crime ambiental na costa brasileira, ocorrido em 2019. Segundo ele, a investigação está em torno da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). “A Marinha do Brasil continua pesquisando. Esse é um objetivo naval permanente. Vamos encontrar com todas evidências possíveis e imagináveis para chegar a uma punição”, salientou.

Recentemente, houve um exercício militar interagindo aeronaves das três forças a partir do porta-helicópteros Atlântico. Ilques considera que a capacitação de pessoal é um dos programas estratégicos mais importantes, na medida em que prepara marinheiros, fuzileiros navais e servidores civis para a amplitude dos desafios projetados. “Essa será a base da Marinha do futuro, saindo de Marinha analógica para uma Marinha cada vez mais digital, com capacidade de interagir com demais forças”, afirmou.

Fonte: Revista Portos e Navios