A Marinha do Brasil habilitou 17 empresas na primeira fase do processo de obtenção de novas corvetas (navios de guerra).
A lista contempla duas empresas brasileiras, várias europeias e a maioria delas com sede na Ásia. O projeto reúne investimentos de US$ 1,8 bilhão, em um plano de construção que prevê entregas dos navios de 2022 a 2025. A primeira unidade terá o custo de US$ 450 milhões e a empresa vencedora será selecionada até o ano que vem.
Na primeira fase, encerrada há poucos dias, foi feito um Chamamento Público, uma espécie de convite no qual estaleiros apresentaram a documentação técnica para participar da futura licitação. Até dezembro deste ano, haverá uma série de consultas e audiências técnicas com os interessados. O estaleiro Vard Promar, instalado em Suape, esperava conquistar algum dos contratos, mas os detalhes técnicos exigidos não foram atingidos. O estaleiro foi inaugurado em 2012 em Pernambuco e só completaria o tempo de vida mínimo para concorrer no ano da primeira entrega. A Marinha exige mínimo de dez anos de experiência na construção de navios militares de alta complexidade e com 2,5 mil toneladas.
A administração de Suape considerou que o calado (profundidade) do Porto de Suape e a proximidade com empresas do polo tecnológico do estado seriam vantagens do Vard. Em nota, a Marinha ressaltou que “o chamamento público no Diário Oficial da União teve como requisito que fossem demonstradas, pelas empresas interessadas, a capacidade e experiência, nos últimos 10 anos, para a construção de navios militares de alta complexidade.” A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado não retornou às ligações das reportagem.