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Clippings - 16/09/10

Marinha preocupada com falta de navios mercantes

A esta coluna, o comandante da Marinha, Júlio Moura Neto, afirmou estar muito preocupado com a fraqueza da marinha mercante brasileira. Disse que apóia movimento dos empresários e de setores do Governo para dar condições de recuperação à navegação brasileira nas linhas internacionais (longo curso).

– A construção naval está indo bem e a frota de petroleiros está crescendo. Também a cabotagem está em boa fase, mas o Brasil precisa de navios porta-containeres para atuar nos portos internacionais. Já fomos a oitava maior marinha mercante do mundo e hoje temos uma frota insignificante – disse Moura Neto.

Houve muita celeuma sobre a decisão do Governo brasileiro de fechar um acordo com a francesa DCNS e a brasileira Odebrecht, para produção de cinco submarinos: quatro convencionais e o último, um modelo a propulsão nuclear. Leis internacionais não permitem transferência de tecnologia nuclear e, por isso, a DCNS fará, no Brasil, apenas o casco do submarino. A propulsão nuclear virá de Aramas (SP) onde a Marinha do Brasil está evoluindo essa tecnologia.

Em declarações durante a 24a. Conferência Naval Interamericana, o comandante da Marinha, Júlio Moura Neto, explicou que, em Itaguaí (RJ), DNCS e Odebrecht já produziram uma chapa para o primeiro submarino convencional. Este submarino deverá ficar pronto em cinco a seis anos e, em sequência os demais, até a fuselagem do modelo de propulsão nuclear, em 2022.

– O projeto de propulsão nuclear não será feito na França, mas no Brasil, com início em 2012 e começo de produção do submarino em 2015 – disse o comandante Moura Neto, frisando que caberá à estatal Nuclep fazer os cascos, que serão montados no novo estaleiro – destacou, lembrando que, anteriormente, o Brasil fabricou, no Arsenal de Marinha do Rio, cinco submarinos com tecnologia alemí.