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Clippings - 23/09/10

Marinha preocupada com falta de navios mercantes.

A esta coluna, o comandante da Marinha, Júlio Moura Neto, afirmou estar muito preocupado com a fraqueza da marinha mercante brasileira. Disse que apóia movimento dos empresários e de setores do governo para dar condições de recuperação à navegação brasileira nas linhas internacionais (longo curso). A construção naval está indo bem e a frota de petroleiros está crescendo. Também a cabotagem está em boa fase, mas o Brasil precisa de navios porta-contêineres para atuar nos portos internacionais. Já fomos a oitava maior marinha mercante do mundo e hoje temos uma frota insignificante, disse Moura Neto. O comércio exterior brasileiro cresce a olhos vistos. Para 2010, se espera exportações de US$ 170 bilhões e importações de US$ 158 bilhões. Sem participar do transporte internacional, o Brasil deixa escorrer, pelas mãos, um valor anual não inferior a US$ 12 bilhões.

Pode ser até muito mais, uma vez que ninguém sabe o valor exato. Ao negociar o frete com uma empresa estrangeira, um exportador ou importador tanto pode embutir o frete no preço do produto, como negociar um custo global que inclua seguro e frete. Há 13 anos, o governo aprovou o Registro Especial Brasileiro (REB) e, nas discussões finais, cortou alguns benefícios que tiraram vitalidade ao novo programa. Há quem diga que a própria Marinha do Brasil, à época, foi a favor dos cortes, por achar que os benefícios seriam demasiados. O resultado é que o REB se provou inoperante e, agora, o governo estuda dar novos benefícios, o que seria o Pró-REB, em estudo na cúpula do Governo Federal – desta vez com apoio pleno da Marinha do Brasil.