O suprimento global de óleo somou 98,2 milhões de boe/dia em fevereiro, dos quais 66,01 milhões de boe/dia vieram de fora da Opep e 32,19 milhões vieram do cartel. Como resultado, a participação da Opep no suprimento mundial foi de 32,8% em fevereiro, queda na comparação com janeiro.
Os dados são do Oil Market Report, publicação mensal da organização, divulgada nesta quarta-feira (14/3). De acordo com o relatório, o aumento de 370 mil boe/dia no suprimento global entre janeiro e fevereiro de 2018 veio praticamente todo de fora do cartel, de países como Estados Unidos, México, Noruega e Brasil. Dentro do cartel, houve queda de 77 mil boe/dia no período.
Desde 2016, a Opep coordena esforços juntamente com países de fora do grupo para cortar produção e, desse modo, evitar sobreoferta e a consequente baixa no preço do barril. No entanto, a produção dos países que não assinaram o acordo continua a crescer.
O relatório afirma que a tendência é que em 2018 a produção não-Opep cresça 1,66 milhão barris/dia em relação a 2017. Ainda assim, a média anual ainda ficará abaixo dos volumes de fevereiro, em 59,53 milhões de boe/dia.
Brasil
A Opep revisou para cima a projeção para o crescimento da produção brasileira no relatório divulgado nesta quarta. A previsão agora é que o país tenha uma alta de 230 mil boe/dia em 2018 na comparação com o ano anterior, e não mais os 200 mil boe/dia previstos no Oil Market Report anterior. Com isso, o país deve alcançar uma média de 3,53 milhões de boe/dia este ano.
De acordo com o cartel, a revisão ocorreu devido aos novos projetos programados para entrar em produção até o final do ano.
“A Petrobras planeja, por exemplo, aumentar em 140 mil boe/dia a produção em Lula; 30 mil boe/dia em Lapa; 70 mil boe/dia em Búzios e 30 mil boe/dia em Libra”, afirma o documento.