ANP aprovou plano de desenvolvimento do ativo; BW considera utilizar FPSO de Polvo
A diretoria da ANP aprovou o plano de desenvolvimento do campo de Maromba, na Bacia de Campos, além da prorrogação contratual de sua fase de produção, por mais 27 anos, com vencimento para 2060. O ativo é operado pela BW Energy (95%), em parceria com a Magma Oil (5%).
O primeiro óleo de Maromba está programado para maio de 2022. O cronograma prevê a perfuração, completação e interligação de oito poços, sendo seis produtores e dois injetores, entre 2021 e 2026, na formação de Maastrichiano do campo, como compromisso firme.
De acordo com o plano de desenvolvimento aprovado, a plataforma usada será o FPSO Berge Helene, que pertence à BW Offshore, da qual a BW Energy se tornou independente. No entanto, em conferência com investidores na quinta-feira (27/8), o CEO da BW Offshore, Marco Beenen, assinalou que o FPSO de Polvo – que a empresa opera para a PetroRio no campo homônimo na Bacia de Campos – é um “candidato muito interessante” para o desenvolvimento do campo de Maromba.
“[O FPSO] vem operando pela última década em um campo adjacente, na mesma área, então tem a vantagem de ser uma unidade que foi desenhada para um tipo de campo similar ao de Maromba e, por isso, é um ponto melhor de partida”, declarou o executivo.
Afretado pela PetroRio até o final de 2021, o FPSO de Polvo pode não ter o seu contrato estendido, já que a petroleira planeja interligar o campo de Polvo ao de Tubarão Martelo pelo FPSO OSX-3 – os ativos foram adquiridos em fevereiro.
No Brasil, a BW tem mais duas plataformas: Cidade de São Vicente e BW Opportunity (ex-Cidade de São Mateus), ambos em término de contrato com a Petrobras. No caso do primeiro, a BW planeja deixar o FPSO em lay-up em um estaleiro, até encontrar nova oportunidade no país.
Fonte: Revista Brasil Energia